Flávio envia aos EUA plano para ampliar comércio bilateral e flexibilizar Mercosul

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, enviou ao Escritório do Representante Comercial dos EUA um documento com propostas para fortalecer as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos. Ele sugere flexibilizar as regras do Mercosul para permitir acordos diretos com os EUA e pede a suspensão das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros até as eleições.

O senador e pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), encaminhou ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) um documento com propostas para fortalecer as relações econômicas entre os dois países.

Entre as medidas defendidas está a flexibilização das regras do Mercado Comum do Sul (Mercosul), bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, para permitir que o Brasil amplie acordos comerciais diretamente com os EUA.

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No texto, o senador afirma que o país deve “se libertar das amarras” impostas pelo bloco econômico. Segundo Flávio, o modelo atual limita a celebração de acordos bilaterais. Como exemplo de conduta ideal, cita a política adotada pelo presidente argentino, Javier Milei.

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O documento também solicita que o governo norte-americano suspenda, pelo menos até as eleições brasileiras, a aplicação das tarifas de 25% impostas contra produtos do país.

Além disso, Flávio ressalta os encontros que teve com o presidente dos EUA, Donald Trump, e com o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio.

Trump se encontra com Flávio Bolsonaro, Eduardo e Paulo Figueiredo | Foto: Divulgação/Assessoria Flávio Bolsonaro
Trump se encontra com Flávio Bolsonaro, Eduardo e Paulo Figueiredo | Foto: Divulgação/Assessoria Flávio Bolsonaro

Propostas de Flávio incluem Pix, etanol e cartões

O documento aborda, entre outros pontos, os temas incluídos na investigação comercial aberta pelos EUA no Brasil.

Em relação ao Pix, Flávio afirma que o sistema de pagamentos instantâneos foi um dos principais avanços do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e contesta a alegação de que a ferramenta prejudica empresas norte-americanas. Como argumento, o parlamentar ressaltou que o Federal Reserve, Banco Central dos EUA, mantém um sistema semelhante de pagamentos instantâneos, o FedNow.

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Outra sugestão prevê a redução da carga regulatória e tributária incidente sobre empresas de cartões de crédito.

“Instrumentos de pagamento privado carregam hoje um ônus regulatório e tributário que suprime a concorrência, em vez de fomentá-la”, afirma o documento. “Reduzir esse ônus [] ampliaria a escolha do consumidor, reduziria o custo das trocas voluntárias e apoiaria o crescimento econômico.”

Flávio também propõe um acordo recíproco para eliminar tarifas sobre o etanol e o açúcar comercializados entre os dois países. “Uma negociação de boa-fé entre as duas nações deve ser capaz de permitir que ambas as partes trabalhem em direção a um acordo recíproco de zero por zero para o etanol e o açúcar”, diz o senador.

Por fim, o parlamentar pede que o Brasil e os EUA comecem negociações sobre os seis temas incluídos na investigação comercial do USTR:

  • comércio digital;
  • tratamento tarifário preferencial;
  • corrupção;
  • propriedade intelectual;
  • etanol; e
  • desmatamento.

Segundo a proposta, o objetivo é ampliar o comércio, estimular investimentos e reduzir entraves nas relações econômicas entre os dois países.

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