Preso no Rio por estupro e morte de criança responde pelo mesmo crime em Jardim

Acusado entre Luana e Rebeca as quais estuprou e matou em Jardim (CE) e no Rio de Janeiro (Foto: Agência Miséria)

O jovem acusado de violentar e matar uma menina de 9 anos na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, já foi preso por crime semelhante no município de Jardim. O crime ocorreu em 2008 e chocou a Região do Cariri.

Elder Marinho, hoje com 22 anos, foi acusado de estuprar e matar Luana de Jesus Amorim Miranda, de 4 anos. A menina estava em uma parque de diversões com a mãe, quando desapareceu. Ela foi encontrada morta horas depois, despida e com sinais de estrangulamento e violência sexual.

Além de Elder, Genival Santos da Silva, 22, foi acusado de participar do crime. Ele esteve preso por cerca de 100 dias, mas acabou inocentado, pois a única prova era o depoimento de Elder.

O então adolescente cumpriu medida socioeducativa. Na época do crime, a delegada Iolanda Fonseca, então titular da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), informou que ele poderia ficar internado até 21 anos, caso pegasse a pena máxima para crimes cometidos por adolescentes.

Caso do Rio de Janeiro

Segundo divulgou ontem a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Elder foi preso na noite da última quinta-feira e confessou o crime contra Rebeca Miranda de Carvalho, morta no dia 31.

De acordo com os agentes da Divisão de Homicídios do RJ, o criminoso foi capturado na comunidade Rio das Pedras, em Jacarepaguá. Ele estava com o aparelho celular da vítima. A Polícia pediu a prisão temporária de 30 dias para Elder. Ainda conforme a Divisão de Homicídios carioca, o acusado tentaria fugir para o Ceará. Com ele, foi encontrada uma passagem de ônibus para o município de Ipu, com data de ontem.

Além do acusado, a mãe de Rebeca, Maria Miranda, é natural do Ceará. O POVO conversou por telefone com uma sobrinha de Maria e prima de Rebeca, de 24 anos, que vive no Ceará. Segundo ela, Rebeca tinha parentes em duas cidades da região Norte do Estado. A pedido da prima de Rebeca, a reportagem opta por não divulgar o nome dos dois municípios.

A jovem de 24 anos informou que conheceu Rebeca em dezembro do ano passado, quando foi passar férias no Rio de Janeiro. “Era uma criança muito pura, inocente, simpática, doce de menina, gostava de todo mundo”, relata. Ainda segundo a prima de Rebeca, apesar de ser cearense, a família da menina não conhecia o acusado.

A parente de Rebeca contou ainda que ainda não conseguiu falar com os pais da menina após o crime. “É que quando mais se fala no assunto, mais a família sofre. É muito doloroso”, diz a jovem.

O Povo

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