Polícia prende três suspeitos de agiotagem e extorsão, na Região Metropolitana

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil prendeu três suspeitos de agiotagem e extorsão em Porto Alegre.
  • A operação abrangiu cinco cidades da Região Metropolitana e visava desarticular um grupo de intimidadores que ameaçava um empresário e sua família.
  • O caso começou após um ex-funcionário contrair uma dívida e indicar seu ex-patrão como devedor, resultando em ameaças de violência.
  • As investigações apontam para um aumento de empréstimos ilegais, onde vítimas, muitas vezes com medo, hesitam em denunciar.

 

A ação, deflagrada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais, cumpriu mandados em cinco cidades, incluindo Porto Alegre, onde dois irmãos do grupo foram detidos.

Como o esquema funcionava

Segundo o delegado Gabriel Casanova, o caso teve início quando um ex-funcionário de uma empresa da Zona Norte de Porto Alegre contraiu uma dívida com agiotas. Na hora de pagar, ele indicou o nome do ex-patrão aos cobradores, alegando que tinha uma ação trabalhista em curso contra a empresa desde 2023, ainda não encerrada, e que usaria esses valores para quitar o empréstimo.

A partir daí, o grupo de agiotas passou a cobrar o empresário, que nada tinha a ver com a dívida. Ele começou a receber ameaças por telefone – não só contra si, mas também contra a esposa e os filhos, com detalhes da rotina da família. Pressionado, chegou a efetuar alguns pagamentos.

Estrutura organizada

De acordo com o delegado, o grupo era dividido em funções: uma parte fazia os empréstimos e ficava com as garantias, enquanto outra era responsável pelas cobranças, que envolviam ameaças, lesões corporais, tortura e extorsão.

Casanova afirmou que a delegacia tem observado um aumento nas ocorrências ligadas a empréstimos ilegais, embora ainda não haja dado estatístico consolidado. Ele ressaltou que o empréstimo em si não é crime – o que configura ilegalidade é a cobrança de juros abusivos ou o uso de ameaças e violência na cobrança. Muitos casos, segundo ele, não chegam ao conhecimento da polícia porque as vítimas têm medo de expor a situação ou acreditam que também podem responder criminalmente.

Com os três presos, a investigação agora avança para identificar outros integrantes do grupo e possíveis novos casos ligados a eles.

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