
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (4) Magno dos Santos Neri Barbosa, de 31 anos. Com isso, todos os investigados pelo homicídio da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, estão detidos.
Berenici estava desaparecida desde 30 de junho e foi encontrada morta cerca de 15 dias depois em uma área de mata na região de Angra dos Reis (RJ).
Neri é sobrinho da acusada de ser a autora dos disparos que mataram a vítima, a empresária Eliane Alves dos Santos, que também teve prisão preventiva decretada e cumprida. Já o outro envolvido, Irimar Castilho, de 55 anos, companheiro de Eliane, havia sido preso na segunda-feira (3), em Ubatuba.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião, envolveu análise de imagens de monitoramento, rastreamento de veículos, perícias, laudos periciais, extração de dados telemáticos e telefônicos, oitivas de testemunhas e diligências realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Neri estava na caminhonete, quando Eliane atirou em Berenice duas vezes. Os acusados teriam ajudado a esconder o corpo. Ela foi ao local do crime, em Angra dos Reis, por mais de uma vez, no dia 30 e depois novamente no dia 5.
A investigação rastreou os sinais de celulares, e conseguiu, com essas provas, colocar os outros dois na cena do crime, além de Eliane.
Verbas trabalhistas motivaram o crime
De acordo com a investigação, Berenice trabalhava havia cerca de quatro meses para Eliane em uma propriedade rural no bairro Ubatumirim. As apurações apontam que divergências relacionadas ao pagamento de verbas trabalhistas motivaram o crime.
Conforme os elementos reunidos no inquérito, a vítima foi morta no próprio dia do desaparecimento, após ser colocada em uma caminhonete sob o pretexto de ser levada ao hospital. Em seguida, o corpo foi transportado para o Estado do Rio de Janeiro e lançado em uma região de mata de difícil acesso, onde foi localizado dias depois.
As investigações também identificaram tentativas de ocultação de provas, incluindo reparos no veículo utilizado na ação criminosa, descarte e substituição de aparelhos celulares, exclusão de dados e alteração de vestígios para dificultar a elucidação do caso.
Vestígios de sangue humano foram encontrados nos veículos periciados, e diversos elementos técnicos corroboraram a versão apresentada pela equipe de investigação.
Irimar foi localizado em uma residência no bairro do Estaleiro, em Ubatuba, onde recebeu voz de prisão sem oferecer resistência. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele passará por audiência de custódia e será encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, por ser policial militar da reserva, permanecendo à disposição da Justiça.
“Cada elemento coletado foi essencial para reconstruir a dinâmica do crime, identificar a participação dos envolvidos e representar pelas medidas cautelares que permitiram o avanço das investigações. O trabalho continua até a localização e prisão do foragido”, afirmou o delegado André Costilhas, delegado seccional da Polícia Civil em São Sebastião.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp
Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

