
Mais um detento foi encontrado morto, na manhã de ontem, na Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba. Marcos Aurélio Machado Prado, 40, estava na cela de número 5 da ´Vivência´ H e apresentava lesões na cabeça compatíveis com objeto contundente, que pode ser uma pedra, uma barra de fero ou um pedaço de pau. Ele havia chegado àquela unidade prisional há uma semana.
O parceiros de cela contaram que Márcio era usuário de drogas e teria consumido crack. Em seguida, passou a bater com a cabeça na parede. O perito Martônio Camelo, da Coordenadoria de Criminalística (CC), da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), informou que somente o exame cadavérico, a ser feito na Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), poderá determinar se a versão apresentada pelos outros detentos tem veracidade.
Balanço
Caso seja confirmado que se trata de mais um crime de morte, sobre para 20 o número de detentos mortos nas unidades prisionais localizadas em municípios pertencentes à Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
Somente na Penitenciária de Pacatuba, três detentos morreram desde a inauguração. O último caso foi registrado na quinta-feira da semana passada, quando Raimundo Luiz Rodrigues Gomes, 42, condenado por estupro foi encontrado sem vida. Ele apresentava uma lesão na cabeça, provocada por um objeto perfuro contundente, provavelmente um cossoco reforçado.
Investigar
Ontem, uma equipe de inspetores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve na Penitenciária de Pacatuba e entrevistou os companheiros de cela de Marcos Aurélio Machado Prado. A versão de que ele provocou a própria morte foi mantida.
O inquérito policial será instaurado na Delegacia Metropolitana de Pacatuba, que contará com apoio, caso necessário, da DHPP, tendo em vista que ninguém assumiu a responsabilidade pela morte do detento.
CAUCAIA – A Polícia investiga um caso de duplo homicídio ocorrido na noite de domingo último. Os corpos de um homem e de uma mulher, ambos aparentando em torno de 30 anos, foram encontrados em um matagal às margens da Rua José de Alencar, na Praia de Iparana, em Caucaia. Os cadáveres apresentavam, além de marcas de tiros, sinais evidentes de prática de tortura.
O homem estava morto com uma corrente nas mãos e no pescoço, presa por um cadeado. Havia diversas lesões compatíveis com espancamento. O mesmo foi comprovado em relação ao cadáver da mulher. Os mortos estavam vestidos, mas não portavam nenhum documento. Em consequência disso, foram encaminhados à Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) na condição de indigentes.
´Desova´
Para a Polícia, os corpos foram deixados ali pelos assassinos depois do crime que ocorreu em outro local. Uma equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve no local, assim como policiais do 12º BPM (Caucaia). No entanto, não há, ainda, pistas dos matadores.
Diário do Nordeste

