
O comandante da Polícia Militar do Ceará, coronel Werisleik Matias, viu como “positiva” a operação da corporação no entorno da Arena Castelão, em Fortaleza, na tarde de ontem. Para ele, a tropa “agiu dentro da legalidade” e a Polícia Militar está preparada para agir em situações de conflito. O comandante diz ainda que os policiais precisaram agir porque um grupo de manifestantes se excedeu ao querer furar o bloqueio policial.
“(A manifestação) foi pacífica até o momento em que eles quiseram que ser pacíficos. Em outro momento, quando veio um grupo radicalizar, você queria que eu deixasse o grupo passar?”, questionou o coronel Werisleik. “Havia um grupo de manifestantes que não queria o mesmo que a maioria: uma manifestação pacífica”, continuou.
O comandante detalha que o bloqueio policial no entorno da Arena Castelão era formado por três etapas. Conforme Werisleik, em um primeiro momento, os militares apenas informavam aos manifestantes onde estavam as barreiras de policiais e até onde o grupo deveria seguir. “Num primeiro momento, não era policiamento de choque. O Batalhão de Choque só agiu depois que todas as instâncias da Polícia foram exauridas”, justifica o comandante.
Ainda sobre os conflitos de manifestantes com a Polícia, o coronel Werisleik relatou que recebeu relatos de que alguns policiais ficaram “seriamente feridos, na cabeça, no rosto, no joelho”. Em contrapartida, o coronel garante não ter recebido informações de manifestantes feridos de forma grave. “Com certeza, alguém (manifestante) deve ter saído ferido”, disse Werisleik.
Para os próximos jogos em Fortaleza, a Polícia Militar espera tranquilidade. “A gente espera que fatos como esse não venham a se repetir”. O comandante da PM lembra que os organizadores dos movimentos devem informar os itinerários dos cortejos à corporação.
O Povo Online

