Aurora-CE: Polícia Ambiental prende senhor de 72 anos de possuir varias armas em sua casa

A Polícia Ambiental relata que realizou neste domingo (04/12) uma prisão por posse ilegal de arma de fogo, na Zona rural de Aurora-CE. A ação foi realizada pelos Sargentos Yrtonny e Sobreira e dos Soldados Feitosa e André. O fato aconteceu por volta das 09h45min no Sitio São Miguel depois denúncia, e teve como acusado o Agricultor Francisco Moreira da Silva de 72 anos de idade.

Imagem de divulgação
Imagem de divulgação

Na casa do acusado foi encontrado além de uma espingarda de fabricação artesanal, foram localizadas no interior de sua residência um Revólver Cal 32, INA, capacidade para 06 munições;  01 Espingarda de Pressão CBC,Cal 5,5mm; 05 cartuchos Cal .32, CBC, intactos.

Por não possuir os  registros das armas, foi preso em flagrante delito,  sendo conduzido para a  Delegacia de Polícia Civil de Brejo Santo-CE,  onde a Delegada Virgínia Gorgonho determinou a lavratura do devido APDF através do IP 429 – 458/2016 por infração ao Artigo 12 do Estatuto do Desarmamento.

- Publicidade - spot_img
  1. Estatísticas deixam evidente que o desarmamento não trouxe efeitos positivos nos números de homicídios no país, o Governo, querendo demonstrar o quanto se importa com a opinião pública e com a democracia, de fato, não desarmou a população. Não se restringiu a aquisição e o porte de arma de fogo de forma direta, mas por via oblíqua já que não venceram o plebiscito. O Estado deu de ombros para a opinião pública. O caráter discricionário e oneroso da autorização para a posse e, principalmente, para o porte de armas, tornou quase impossível um cidadão possuir uma arma de fogo. O argumento utilizado pelo Estado é aquele que embasa a maioria de objetivos obscuros: “o cidadão não sabe o que é melhor para ele. Nós sabemos!”. Fomentou-se a idéia errônea de que o acesso às armas de fogo era o grande causador dos homicídios no país. O mapa da violência de 2015 apontou que o número de assassinatos por arma de fogo no país é o maior dentre os anos de 1980 e 2012: 880.386 vítimas. No total, ocorreram 8.710 homicídios no ano de 1980. Foram 37.979 mortes no ano de 2002, anterior ao Estatuto do Desarmamento. Em 2012, o número de mortes chegou a incríveis 42.416. Isso prova que não merece prosperar a idéia de que a restrição às armas de fogo diminui a criminalidade. O crime continua sendo alimentado com armas de origem ilícita, algo que o Estado simplesmente não consegue controlar e não tem mais poder para fazer diante do poder paralelo e as milícias. O resultado é catastrófico: desarma-se a população em geral, enquanto o criminoso é cada vez mais bem armado e confiante de que, ao adentrar em uma residência, será recebido por um morador que pouca resistência terá a oferecer. Se o indivíduo não tem uma arma, ele usa a faca. Se ele não tem uma faca, ele usa as mãos; o motivo é indiscutível – não é o objeto que perpetra crimes ou instiga alguém a fazê-los, é o indivíduo que toma uma decisão e pratica o crime, independente do meio utilizado. É notória a ineficiência do Estado quando o mesmo se propõe a assegurar a integridade do cidadão. Não pode ele, portanto, negar ao indivíduo a paridade de armas, ou seja, possuir um meio de defesa tal qual o meio de ataque do criminoso. Nada mais justo, para um governo que diz prezar tanto pela democracia, do que respeitar a vontade popular e o legítimo direito à defesa pessoal, inerente à sobrevivência humana, ou seja, supralegal. O que vemos atualmente na mídia em geral é que existem homens fracos que se tornam valentes quando portam armas de fogo. E o bom cidadão, como sempre desarmado, sua vítima. Tem que mudar esse modo de pensamento obscuro cotra o cidadão.

Comentários estão fechados.