Após estuprar mãe de detento, homem é torturado e morto dentro da cadeia de Santa Quitéria

Um homem foi morto dentro da cadeia pública do município de Santa Quitéria/CE depois de torturar e violentar sexualmente a mãe de um dos detentos. O crime ocorreu no último sábado (16). sirene

Nelson Orlando Gomes, 37, foi espancado e estuprado pelo filho da vítima (identidade preservada) e mais cinco detentos. Segundo o inspetor Vinícius Alves, Orlando permaneceu preso durante cinco anos por crimes de estupro contra a própria avó e a tia. Ainda de acordo com o inspetor, o detento era um maníaco e torturava as vítimas.

Durante o período que permaneceu preso, Nelson fez amizade com a mãe de um dos detentos (identidade preservada). A mulher, mãe de um homem que respondia na Justiça por assalto e estava detido há um ano e dois meses, se sensibilizou com a situação de abandono do preso e aproveitava as visitas para deixar a alimentação do preso que respondia na Justiça por crime de estupro.

Dois dias após ganhar a liberdade, Nelson Orlando descobriu onde residia a mulher que o ajudou. Ele chegou ao local e manteve a mãe do presidiário em cárcere privado durante toda a madrugada, enquanto estuprou a mulher e realizou uma série de torturas. Segundo o inspetor Vinícius, a vítima teve parte do cabelo e as sobrancelhas retiradas com um aparelho de barbear.

Filho arromba cela e mata suspeito

Depois do crime, o filho da vítima, que ainda estava preso, recebeu a notícia sobre o crime praticado contra a mãe. Nelson foi preso no sábado (16) e encaminhado à Cadeia de Santa Quitéria.

Nelson foi detido em uma cela isolada, conforme informou a Polícia. Mas o filho da vítima e mais cinco detentos quebraram os cadeados da cela reservada. Orlando foi morto vítima de espancamento e estupro.

Os presos foram ouvidos na tarde desta segunda-feira (18). O filho da mulher estuprada prestou depoimento ao delegado Sidney Lira e confessou o crime. Ele informou que agiria sozinho, mas os outros detentos resolveram ajudá-lo. Mais dois detentos ainda seriam ouvidos sobre o caso.

O inspetor acredita que o grupo deve responder na Justiça por homicídio.

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