Vivemos em um País regido por uma constituição que nos assegura a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Porém entre tantas formas de violação destes direitos se destaca a violência Urbana, um grande problema social que aterroriza o Brasil principalmente as grandes cidades.
É difícil compreender porque um governo com uma carga tributária tão elevada tenha uma segurança pública tão deficiente sendo tão complexa a sua solução. Assim como quase todos os problemas públicos estão enraizados a outros a questão da violência não é diferente. Por volta de 1950 o Brasil era predominante rural, com uma economia de base agroexportadora, sendo o café seu produto principal. Na proximidade da década de 70, com a introdução das multinacionais nas metrópoles, acontece o fenômeno do êxodo rural na qual um significante número de pessoas abandona o campo devido à falta de condições de subsistência e seguem para os centros urbanos na expetativa de uma melhor condição de vida.
Este processo levou as cidades a ficarem cada vez mais populosas, com um crescimento desordenado, sem estrutura para acolher esta grande concentração de pessoas, ocasionou o surgimento das periferias e em consequência os problemas urbanos: falta de saneamento, infraestrutura, transporte de qualidade, moradia, emprego, lazer, segurança entre outros. A falta de quase tudo leva a atuação da violência e a criminalidade sendo estes frutos do meio que interligam os indivíduos, ou seja, um fato sociológico.
E quem é o culpado? O poder público pelo constante descanso e ineficiência, sendo omisso e ausente com as suas obrigações, e quando é pressionado para a solução de um problema visa somente à solução e não determina a prevenção da causa, levando a falha de politicas públicas eficazes. E a sociedade sofrendo cada vez mais, pagando caro por seu bem-estar e não tendo retorno, não podendo desfrutar nem da miserável sobrevivência.
Caros leitores, muitas vezes o deslocamento da nossa cidade de origem não se torna um sonho promissor, o árduo processo que passamos lá fora não é nada fácil, além de deixamos pra trás a nossa família, nossos costumes, a nossa cultura como um todo. Fazendo referencia as cidades do interior do Ceará, mesmo com um clima predominante semiárido, não se torna justificativa para o atraso do desenvolvimento, da omissão aos direitos sociais. O poder público tem a obrigação desenvolver mecanismos para a promoção do bem-estar coletivo, deixar de lado a politica partidária e o clientelismo, agir como verdadeiros gestores públicos merecedores do nosso voto e confiança. E de fato vivemos como verdadeiros cidadãos, desfrutando dos nossos direitos e cumprindo nossos deveres enraizados e nossa terra natal na qual desejamos ter orgulho por habitá-la.
As opiniões expressas pelos colunistas não representam, necessariamente,
a linha editorial do Portal OKariri.


Suzana,
Concordo com o seu contexto, a Constituição em que aplica-se todos os nossos direito e deveres, os direitos são favorecido à poucos "Monarquia" e os deveres aos demais "Democracia".
Livros:
– Maquiavel "O Princípe"
– Montesquiel "Formas de governo"