Em um reino muito distante, chamado “triunfo da liberdade”, o rei no seu ritual semanal reunia o seu povo para proclamar as “palavras abençoadas”, ele retrucava ao olhar atento de todos, que nunca ninguém ousasse a desobedecê-lo, indo além da muralha que fazia a divisão com outro reino, pois ali estava o perigo e a maldição.
A multidão reunida curvava-se em um ato de continência ao rei, e aclamavam em um grande coro de vozes:
– Somos da terra santa, honramos o nosso rei e a ele serviremos sempre para o nosso bem maior.
Para firmar esse ato de veneração e obediência, depositava em um grande jarro, parte dos seus lucros apurado pelo trabalho semanal, na qual seria levado para o palácio, e o rei administraria esses recursos, garantindo que nunca o inimigo haveria de cruzar a fronteira.
E assim vivia esse povo, levando os dias em um estilo pacato e humilde, crentes por sua ingenuidade que no paraíso habitavam.
Um jovem, filho de um camponês, com seu instinto audacioso, inconformado com aquele ritmo de vida, discordava da posição autoritária do rei sobre o povoado, indagava o fato curioso que apenas a família real soubesse ler e ter acesso aos livros, justificando eles, ser muito cansativo e difícil alcançar tal aprendizado, e tais esforços iriam atrapalhar o trabalho,sendo uma desnecessária perca de tempo.
Entre essas e outras normas estabelecidas pela corte não se encaixava no entendimento do jovem, ganhando cada vez mais convicção de que alguma coisa estava errada, algo deveria ser feito.
Um dia, disposto a quebrar as regras e vencer o medo, o jovem se escondeu em um dos caixotes dentro da carroceria da família real, e foi transportado para fora do portão do imenso muro, ao abrir os olhos no novo mundo desconhecido, ficou em pânico com a nova realidade, pois percebeu que todos esses anos ele e seu povo haviam sido enganados pela farsa de um rei prepotente e ambicioso.
Aquele novo céu que seus olhos vislumbravam, era repleto de pessoas felizes e harmonizadas, que falavam sempre as palavras justiça e igualdade, prezando o conhecimento critico e conscientes para o desenvolvimento de uma sociedade.
O jovem não compreendia por inteiro tal enunciado, mas julgava ser algo positivo, indispensável para construção de um novo mundo.
Com grande admiração, ele ficou a observar um senhor de cabelos branco, com um livro entrelaçados em suas mãos, com a voz mansa e gentil, soltava belas e sábias palavras para um grupo de crianças sentadas a sua volta, que com os olhos atentos, transparecia o valor dado a cada palavra que aquele senhor transmitia.
De mansinho o jovem se aproximando do senhor e com grande curiosidade perguntou se aquele reino sempre foi assim. O ancião com meio sorriso entre os lábios, prontamente respondeu:
– Não meu jovem, por muitos anos a nossa terra também foi como a sua, eu ainda um jovem como você, decidir romper a muralha do comodismo, do medo e do egoísmo, enfrentando desafios e vencendo os obstáculos, dando visão os cegos, audição aos surdos e consciência aos debilitados.
Aos poucos formamos um exercito da paz, a nossa união fez a força e com a força da nossa união reconstruímos a nossa história, e assim conquistamos de fato a ordem e o progresso.
A Diferença está nas mãos do povo, nada é impossível de mudar!
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Essa estória é de fato uma História que deve ser levada a sério. Parabéns Susana
è a realidade transcrita para ficção! Muito bom…A sociedade tem que aprender que um politico(rei) nada mais é do que um cidadão também. No qual foi escolhido para representa-los não para subservir a si mesmo menos anida para se achar acima de todos ate do bem e do mal!
Bjs adorei!
Suzana, nos traz uma reflexão transcritas em suas fabulas. Apesar de falar de reinos e nos levar ao mundo magico, podemos perceber nos seus escritos uma grande contribuição para a nossa realidade contemporanea, onde ainda hoje existe reinados e servos, onde pessoas são alienadas e na nossa cultura ainda se tem fortes resquícios de mitos, dogmas e correntes anti- democraticas. Concordo que somente através da organização social se pode transformar uma realidade para o bem comum, concordo que o conhecimento através da educação de um povo pode trazer uma visão critica e a partir dessa visão escolhas para o bem comum. Concordo que onde existe ordem, não existe progresso, porque atrás da ordem existe o que dita, e onde existe progresso não existe ordem, porque todos gritam a sua opinião, e entre muita zoada se decidi o bem comum. Então para que ordem se queremos progresso
Parabéns Suzana