
Foto: Deivyson Teixeira/O POVO
O que parecia ruim, ficou ainda pior. Em um laudo feito pela Regional IV, o número de cadeiras destruídas na partida do último domingo (11) entre Fortaleza e Oeste/SP, no Estádio Presidente Vargas, foi bem superior ao divulgado horas após o confronto. De acordo com o Diário do Nordeste, de 263 assentos danificados, o número subiu para 693 cadeiras, sendo 469 arrancadas e quebradas e outras 224 danificadas.
Cada assento custa R$ 255 e o saldo negativo pode chegar aos R$ 176 mil. Além delas, foram arrancados dois corrimões, uma porta, uma parede do banheiro masculino e 2 portões do depósito de manutenção; 1 caixa de hidrante foi amassada e 8 lixeiras de plástico foram quebradas.
O custo total do prejuízo será divulgado pela própria Regional IV e deve ser divulgado na próxima semana.
Segundo o atual secretário de esportes e lazer do município, Nildo Sobral, quem deve pagar a conta é o time da casa. “O Fortaleza tem que pagar, mas quem irá decidir isso é a Justiça. Vamos mover uma ação contra o clube e iremos conversar com o procurador da república para chegar a um ponto final”, pontuou.
Ainda segundo o secretário de esportes, o laudo da Polícia Civil, que investiga atos crimonosos nesse tipo de evento, deve ser divulgado entre os próximos 15 dias.
Já Jorge Mota, diretor de futebol do Fortaleza, estranhou o fato do número de assentos danificados vir aumentando progressivamente e foi categórico ao dizer que o Fortaleza não deve pagar o prejuízo. “Quem vai pagar é quem quebrou. Os vândalos já foram identificados e a Prefeitura deve entrar com ações contra essas pessoas”, afirmou o diretor.
Além disso, o dirigente comentou que a posição da Prefeitura não inibe futuras ações do gênero. “Se não punirem quem fez a ação e responsabilizarem o Fortaleza, eles continuarão quebrando o PV”, criticou Jorge Mota.
Uma reunião entre a Secel e o Ministério Público Estadual (MPE-CE) acontecerá na segunda-feira (19), às 9h, para discutir a cobrança do prejuízo sobre os danos ao estádio.

