
A Arena Castelão foi demolida em cerca de 30 por cento em 2010 e reconstruída a toque de caixa para ser entregue com 4 meses de antecedência. A previsão inicial do governo cearense era entregar o conjunto de 227 mil metros quadrados em abril de 2013. Com operários trabalhando 24 horas por dia, tudo estará pronto em 15 de dezembro menos o gramado: com as mudas plantadas em novembro, a grama só poderá ser pisoteadeada em 60 dias, quando deverá acontecer um jogo amistoso internacional da Seleção Brasileira, segundo o UOL Esporte.
O novo estádio terá mais de 60 mil lugares e está aprovado pela Fifa em seus mínimos detalhes, incluindo 18 elevadores que servirão cartolas e convidados.
O presidente da CBF José Maria Marin já confirmou que aceita o compromisso e pediu a assessores de marketing que agendem a partida com a empresa estrangeira, que detém os direitos comerciais da seleção de Mano Menezes.
Em segundo lugar na corrida das arenas da Fifa deve chegar o Mineirão. A entrega da obra está prevista para o dia 21 de dezembro. A abertura da Copa do Mundo será em São Paulo, no Itaquerão. O estádio paulista deve ser inaugurado em dezembro de 2013 e está fora da Copa das Confederações, que acontecerá em meados de 2013.
O secretário executivo da Secopa cearense, Gabrielle Cavalvante usou uma frase poética do compositor e cantor Belchior para definir o que acontece no Estado, às vésperas da Copa das Confederações (2013) e da Copa do Mundo (2014): “O Nordeste era ficção na boca de Belchior. Agora, entramos na realidade.”
“A obra representa um marco nos contratos de Parceria Público Privada (PPP) no Estado. O Ceará nunca tinha feito nada parecido. É nosso primeiro contrato desse tipo feito com o consórcio Galvão/BWA/Serveng”, explicou Cavalcante.
As três empresas se responsabiizaram pela obra, mas a operação do conjunto será feita pela líder Galvão Engenharia junto com a construtora Andrade. As duas empresas trabalharam com mais de 1.100 funcionários no local a um custo fechado de R$ 518,6 milhões.
O consórcio vai operar a arena multiuso durante 8 anos e receberá R$ 32 milhões do governo estadual. O valor equivale a uma anuidade de manutenção de um estádio como esse. “O Engenhão custa cerca de R$ 340 mil/mês, muito próximo do que deve custar nossa estrutura”, prevê Cavalcante.
De toda receita líquida gerada, a metade irá para os cofres estaduais. A outra metade é do consórcio operador.
Enquanto isso, segundo o Portal Verdes Mares começou na Arena Castelão a etapa de instalação das cadeiras. O processo iniciou com a colocação de 65 assentos, no fim da tarde da quarta-feira (31). A expectativa é que as 64 mil peças, em tom verde claro, estejam devidamente instaladas até o dia 15 de dezembro, prazo de inauguração estabelecido pelo secretário Especial da Copa do Mundo (Secopa), Ferruccio Feitosa.
O equipamento é o mesmo utilizado em grandes arenas do mundo como o Estádio Olímpico de Londres, o Soccer City da África do Sul e Wembley Stadium. A fabricação dos assentos é um empreendimento conjunto entre a BlueCube e a brasileira Nöra, especialista em mobiliário corporativo.
As cadeiras oferecem um maior conforto para a torcida por ser retrátio (recolhida quando o torcedor se levanta). Presente no Castelão para falar dos avanços nas obras do estádio, Ferruccio Feitosa disse que as cadeiras são anti-vandalismo, elogiando a qualidade das peças.
“As cadeiras são bem resistentes, posso dizer que são anti-vadalismo. Elas têm compostos que não deixam pegar fogo. Isso é um grande diferencial do material utilizado nos assentos. Outro ponto forte é a questão da ensolação. Os assentos utilizam um material chamado UV. Aqueles problemas causados pelo sol, como rachaduras e cadeiras desbotadas, estão descartadas”, comentou o secretário.

