“Piada sem Graça”: Tiririca sai de mais de 1 milhão de votos para apenas 5 mil no Ceará e fica fora da Câmara

Após quatro mandatos consecutivos como deputado federal por São Paulo, o humorista cearense Tiririca (PSD) não conseguiu renovar o mandato nas eleições deste domingo (4). Candidato pelo Ceará, ele recebeu 5.523 votos, número insuficiente para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

A trajetória eleitoral de Tiririca em São Paulo foi marcada por votações expressivas. Em 2010, foi eleito com mais de 1,3 milhão de votos, tornando-se o deputado federal mais votado do Brasil naquele ano. Em 2014, recebeu cerca de 1,01 milhão de votos e, em 2018, foi eleito novamente com 453.855 votos.

Em 2022, Tiririca teve pouco mais de 71 mil votos e conseguiu permanecer na Câmara em razão do desempenho eleitoral de outros candidatos de sua legenda. Já em 2026, ao disputar uma vaga pelo Ceará, sua votação caiu para pouco mais de 5,5 mil votos, o que não foi suficiente para garantir a continuidade do mandato. “Diferente de São Paulo, o Ceará entende que Tiririca não tem Graça”, diz um post na internet.   

Outras personalidades conhecidas pelo público também disputaram vagas para a Câmara dos Deputados e não conseguiram se eleger. A Menina da Bota recebeu 9.787 votos em Minas Gerais, Manoel Gomes, conhecido pelo sucesso “Caneta Azul”, obteve 7.239 votos em São Paulo, enquanto Papa-Capim somou 995 votos em Goiás. Os resultados mostram que popularidade nas redes sociais e na televisão não necessariamente se transforma em votos suficientes para conquistar uma vaga no Legislativo.

 Resumo em tópicos:

  • – Tiririca disputou deputado federal pelo Ceará e recebeu 5.523 votos.
  • – O humorista havia sido eleito quatro vezes deputado federal por São Paulo.
  • – Em 2010, chegou a superar 1,3 milhão de votos.
  • – Em 2022, foi eleito com pouco mais de 71 mil votos.
  • – Em 2026, não conseguiu renovar o mandato pelo Ceará.
  • – Outras personalidades também não foram eleitas: Menina da Bota (9.787 votos), Manoel Gomes (7.239) e Papa-Capim (995).
  • – O resultado evidencia a diferença entre notoriedade pública e votação necessária para conquistar uma cadeira no Congresso.

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