
Após a Funceme anunciar que em 2016, o Ceará pode ter mais um quinto ano de seca, problemática que deve ser agravada pela recessão econômica instalada no Brasil, o governador Camilo Santana (PT) orientou, na segunda-feira (08), os prefeitos de todos os municípios do Ceará, que “esse é um momento que exige dos gestores muita cautela, rigor nos gastos públicos, muito controle e muita criatividade”. A fala do petista foi dita à imprensa, antes de participar do Seminário Prefeitos do Ceará, no Centro de Eventos,
Seca
Diante da insegurança hídrica do Estado, Camilo frisou que o Ceará tem uma equipe permanentemente monitorando todos os municípios, assim como o nível de criticidade, para saber qual ação deve adotar em cada um, contudo, destacou que não há nenhuma mágica para minimizar os problemas, se não for, principalmente, cavando poços e instalando adutoras.
“Porque não tem mágica. Ou é adutora de onde tem água para tirar, como fizemos em Crateús pra não faltar água, ou é perfuração de poços que estamos intensificando, inclusive, estou pensando em fazer novas licitações para mais poços e, terceiro, é operação carros-pipa”, disse Camilo, dando conta ainda de que 2015 não será um ano fácil, principalmente, a partir do segundo semestre. “Mas, todo o esforço, empenho nas ações estão sendo feitas”, acrescentou.
R$ 70 milhões
Segundo o governador, o ministro da Integração, Gilberto Magalhães Occhi, virá no próximo mês, anunciar o montante de recursos que foi solicitado ao Governo Federal, quando se entregou à presidente Dilma Rousseff (PT) e ao próprio ministro o Plano de Convivência da Seca do Estado. “A previsão é que seja em torno de R$ 70 milhões para a instalação de algumas adutoras, de onde ainda temos água para trazer, como Quixeramobim. Já vou iniciar a licitação, porque sabemos que entre julho e agosto, vamos ter problema de água naquela região”, frisou.
Conforme ainda o chefe do Estado, o Ceará ainda receberá R$ 22 milhões do Ministério, para intensificar nas áreas urbanas dos municípios, outras ações que minimizem a seca. “Até porque a área rural quem faz é o Exército. Não há alternativa, a não ser essas três”, ponderou.
Seminário
Sobre o evento que reuniu os prefeitos do Estado, Camilo colocou para os gestores desafios, como administrar problemas de recursos hídricos, da economia, saúde e segurança. “É preciso perceber quais são os mecanismos que os gestores podem utilizar para melhorar a eficiência na arrecadação, principalmente os gestores municipais que, muitas vezes, poderiam estar arrecadando mais, contudo faltam ferramentas, condições para isso, como também no controle dos gastos públicos.”

