
Diário do Nordeste
Os funcionários terceirizados que atuam no Instituto Doutor José Frota (IJF) paralisaram suas atividades, na manhã de ontem, para cobrar o pagamento de benefícios, como vale-transporte, vale-alimentação e o 13º salário. Segundo o diretor do Sindicato de Saúde do Ceará (Sindsaúde), Ulisses Vilar, a paralisação também foi um protesta contra o atraso no pagamento do salário do mês anterior.
Os terceirizados prestam serviço ao Município de Fortaleza através do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Apoio à Gestão em Saúde (IDGS) e são distribuídos em postos de saúde e hospitais como o Frotão, frotinhas e gonzaguinhas. Ao todo, chegam a 5.300.
“A lei manda pagar até o quinto dia útil do mês seguinte”, disse Ulisses Vilar. Mas como esse prazo se venceu ontem, o diretor do Sindsaúde explicou que o protesto incluiu o item atraso no pagamento dos salários porque a diretoria do IDGS já tinha avisado que não iria efetuar o pagamento. Isso porque a Prefeitura de Fortaleza não havia repassado o dinheiro (cerca de R$ 15 milhões) ao Instituto.
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“Então, já podemos falar em atraso”, justificou, afirmando que a paralisação começou às 6h30 e prosseguiu até pelo menos 15h, englobando o pessoal de serviços gerais e os “maqueiros”. “Foi uma loucura, os pacientes que precisavam de maca tiveram que se arrastar dentro do hospital com a ajuda de familiares”.
A direção do IJF, contudo, contesta a informação. Através da assessoria de comunicação, informa que a paralisação não trouxe grandes danos ao atendimento, pois os que participaram do movimento não chegaram a 100 pessoas. “Aqueles que não aderiram, mais de mil terceirizados, executaram as atividades”, adiantou a assessoria. O hospital também informou que o dinheiro já foi repassado ao IDGS.
A reportagem do Diário do Nordeste telefonou, ontem, para os números do IDGS, mas as ligações não foram atendidas. Na próxima segunda-feira, uma nova manifestação deve ocorrer em frente ao Paço Municipal.

