Final de semana com muita chuva no Ceará

Arena do Limoeiro Junino ficou alagada, forçando os organizadores a cancelar o evento. Corpo de Bombeiros já havia vistoriado o local (FOTO: ELLEN FREITAS/DIÁRIO DO NORDESTE)

As fortes precipitações que chegaram ao Vale do Jaguaribe durante o fim de semana pegou a população de surpresa. Só na cidade de Morada Nova, a chuva registrada no último sábado foi de 125 mm, a maior registrada no dia, segundo a Funceme. Em Limoeiro, a chuva de 70mm alagou a arena onde era realizado o Limoeiro Junino, obrigando a organização a cancelar o evento.

Ontem, choveu em 67 municípios cearenses, onde boa parte das precipitações ficou abaixo de 50mm. As maiores chuvas foram registradas na Região do Cariri, nas cidades de Abaiara (82), Missão Velha (81), Carius (70), Crato (65), Umari (64) e Juazeiro do Norte (64).

No sábado choveu em 89 municípios, sendo os maiores registros em parte da Região Jaguaribana, nas cidades de Morada Nova (125), Limoeiro do Norte (70), Tabuleiro do Norte (62), Ibicuitinga (59), Potiretama (58), Iracema (53), Alto Santo (51) e jaguaribara (50.2).

Nos demais municípios da região, a chuva ficou abaixo de 50mm. Precipitações acima de 50mm também foram registradas em Ibareta (84.4), Quixadá (75.6) e Choró (60), na região do Sertão Central e em Juazeiro do Norte (55), Crato (54) e Porteira (53), na região do Cariri.

Em Limoeiro, uma chuva fina teve início já no fim da tarde de sexta feira. Por volta das 21h, a chuva ficou forte e durou boa parte da noite, até a madrugada de sábado. Duas apresentações de quadrilha programadas para se apresentarem no penúltimo dia do Limoeiro Junino, tiveram que ser transferidas para o ginásio municipal, localizado em frente à Arena montada.

Pela manhã, a arena se encontrava completamente alagada, com locais onde a água chegava à quase meio metro. A coordenação do evento, formada pelo secretário Rogério Pinheiro e por assessores da Secretaria de Cultura do município (Secult), convocou o Corpo de Bombeiros para avaliar o local. Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros, Tallys Lima, a equipe de coordenação do evento já tinha consciência de que o local não apresentava condições para a continuidade do mesmo. “Fomos chamados a avaliar e ajudar no que fosse possível, principalmente no desligamento da rede elétrica, evitando algum curto circuito, e sobre como remover a estrutura de palco e som, já que devido o chão estar muito encharcado, estavam comprometidos”.

Ainda de acordo com o Capitão Tallys, na manhã da última quarta-feira o local foi vistoriado pelo Corpo de Bombeiros antes da abertura do evento, marcado para a noite. “Eles nos apresentaram todas as documentações, assinadas pelos seus respectivos engenheiros e tudo se encontrava dentro da legalidade. O que houve foi uma infelicidade na escolha do local, que ficou alagado diante do grande volume de chuva que era inesperado para a temporada”, ressaltou.

Pós-estação

De acordo com a Funceme, as precipitações do fim de semana são características da época pós-estação. Ainda segundo a Fundação, neste período, há o transporte de umidade vindo do Oceano Atlântico Sul para o continente, ocasionando pancadas de chuva de forma isolada. As chuvas ocasionadas por esse evento devem ocorrer ainda até julho. A previsão para as próximas 72 horas é de precipitações na faixa litorânea do Estado.

Este ano a chuva no Ceará ficou 37,7% abaixo do esperado, sendo a nona pior seca do Estado deste o ano de 1958, quando foi registrada a pior seca dos últimos tempos. Durante todo o período da quadra chuvosa, a Funceme contabilizou 378,3mm de precipitações no período da estação de fevereiro a maio.

Diário do Nordeste

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