Em menos de seis meses Ceará supera o número de 2 mil assassinatos

sireneO primeiro semestre de 2015 ainda não terminou, mas as estatísticas criminais apontam que o Ceará segue firme em sua onda de criminalidade. Prova disso é que neste fim de semana, o estado superou a marca de dois mil assassinatos no ano.

Segundo levantamento do jornalista Fernando Ribeiro, realizado entre os dias 1º de janeiro até o começo da madrugada desta segunda-feira (22), foram registrados no Ceará, nada menos que, 2.026 homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte em todo o Estado, os chamados Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs).

Em todo o ano passado, foram registrados 4.439 CVLIs, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) em seu site.  Portanto, os 2.026 assassinatos registrados neste ano, representam praticamente a metade do total de 2014, e o semestre  de 2015 ainda não fechou.

Múltiplos

De acordo com o levantamento, nada menos que 105 pessoas morreram violentamente neste ano em assassinatos múltiplos, isto é, em casos de homicídios, latrocínios ou lesões corporais seguidas de morte com mais de uma vítima, são os casos de duplos, triplo, quádruplos homicídios ou mais.

As chacinas se transformaram em ocorrências comuns no Ceará neste ano. De janeiro até agora, foram registrados 37 duplos homicídios (34 mortos), sete triplos homicídios (21 mortos), um quádruplo homicídio (4 mortos) e um sêxtuplo homicídio (6 mortos).

No último fim de semana, a Polícia registrou um caso de triplo assassinato e outro de um duplo homicídio. O primeiro, aconteceu no bairro Jardim Guanabara, na zona Oeste de Fortaleza, quando três rapazes, identificados como Antônio Paulino de Andrade Filho, Jorge Henrique dos Santos de Sousa e Cláudisson Linhares Silva, foram fuzilados na Rua Mário Campos.

Já no Conjunto Jereissati III, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), dois homens foram também executados sumariamente, sendo um deles cadeirante. Os dois foram identificados como Rafael da Silva Barbosa e Francisco Helton.

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