O senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) registrou sua candidatura à reeleição ao Senado em 30 de julho de 2026, autodeclarando-se como pardo, apesar de ter se declarado branco em eleições anteriores. A mudança gerou comparações com ACM Neto, que fez alteração similar em 2022. A assessoria de Coronel alegou erro no preenchimento e solicitou correção, mas a Justiça Eleitoral ainda não se manifestou.
O senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) registrou nesta quinta-feira, 30, sua candidatura à reeleição ao Senado. No cadastro da Justiça Eleitoral, ele aparece como pardo. Nas eleições de 2018, quando foi eleito senador pelo PSD, Coronel declarou ser branco. Ele adotou a mesma classificação em 2014, quando conquistou uma vaga de deputado estadual.
A mudança repete um episódio que gerou repercussão na política baiana. Em 2022, ACM Neto alterou sua autodeclaração de branco para pardo durante a disputa pelo governo da Bahia e recebeu críticas.
Receba nossas atualizações
+ Entenda o que é Política em Oeste
A assessoria de Angelo Coronel informou que houve erro no preenchimento e que o departamento jurídico pediu a correção. Até o momento, a Justiça Eleitoral não divulgou decisão que confirma a alteração. Enquanto não houver atualização do cadastro, porém, o sistema DivulgaCand mantém o senador registrado como pardo.
Autodeclaração racial nas eleições
A autodeclaração racial integra as políticas afirmativas das eleições. O Tribunal Superior Eleitoral a utiliza para calcular a divisão proporcional dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do tempo de propaganda eleitoral.
Pelas regras, candidaturas de pessoas autodeclaradas pretas ou pardas são consideradas negras. A Resolução TSE nº 23.749/2026 reserva recursos para campanhas de mulheres, pessoas negras e indígenas. O mesmo critério vale para a propaganda eleitoral.
{this.parentElement.querySelectorAll('source').forEach(function(s){s.remove();});}this.removeAttribute('srcset');this.removeAttribute('data-srcset');this.src='https://revistaoeste.com/wp-content/themes/revistaoeste/public/images/logo-with-text.cf01aa.png';)
No entanto, a classificação como pardo não garante automaticamente mais recursos nem espaço na propaganda. A distribuição depende das decisões do partido, da composição das candidaturas e da estratégia da campanha. Ainda assim, o registro inclui o candidato nos cálculos das políticas afirmativas.
Até o momento, não há informação pública de que Angelo Coronel tenha recebido recursos destinados às candidaturas negras ou alterado a autodeclaração para obter benefício. O registro oficial continua como pardo.

