
Os bancários de instituições financeiras públicas e privadas do Ceará decidiram ontem, em assembleia realizada na sede do sindicato da categoria, que entrarão em greve por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira (19). Entre reivindicações dos profissionais está um reajuste salarial de 11,93%, que foi reduzido quase pela metade na contraproposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
“O que a Fenaban propôs na mesa de negociação foi um reajuste de 6,1%, o que corresponde apenas à inflação prevista pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Assim, definimos que a greve vai começar no próximo dia 19 caso não haja novas propostas”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará (Seeb-CE), Carlos Eduardo Bezerra.
Caso realmente se concretize a greve, esse será o décimo ano consecutivo de paralisação entre os bancários. “Isso só mostra que os bancos ainda não tomaram medidas eficientes para melhorar a condição da categoria, que conta com 10 mil profissionais em todo o Estado”, diz Bezerra. Outras reivindicações são: piso salarial de R$ 2.860,21 e pagamento para graduação e pós-graduação.
Diário do Nordeste

