
A greve dos bancários chega ao 22º dia nesta quinta-feira (3) com 398 agências fechadas no Ceará, de um total de 507 existentes no Estado, o que representa 78,5% dos bancos paralisados, segundo o Sindicato dos Bancários do Ceará. Em Fortaleza, 195 agências permanecem fechadas, enquanto no interior este número chega a 203. A greve dos bancários foi iniciada em 16 de setembro.
Além das reivindicações financeiras, os bancários pedem aumento na segurança nas agências e contratação de mais bancários. Segundo o sindicato, em 2013 foram registrados 79 ataques a bancos e caixas de autoatendimento no Ceará. “Os trabalhadores de bancos estão em situação muito vulnerável. Além disso, a cada dia diminui o número de trabalhadores nas agências. Para atender todas as agências seriam necessários cerca de 10 mil bancários, cerca de 1.500 a mais do que existe hoje”, explica João Bosco Cavalcante Mota.
Reivindicações e propostas
Os bancários querem reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento além da inflação), participação nos lucros e resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860. Pedem ainda fim de metas que consideram abusivas e de assédio moral que, segundo a confederação, adoece os bancários.
A proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de reajuste de 6,1% (inflação do período pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá). A proposta é de PLR de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado), além de parcela adicional da PLR de 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88. A Fenaban não confirma o número de agências fechadas no Ceará.
Reunião
A reunião entre representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e do Comando Nacional dos Bancários, que teve início na manhã desta quinta-feira (10), está paralisada no momento por causa de um impasse.
De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o principal problema é que a Fenaban propõe a compensação dos dias paradas em 180 dias, enquanto os representantes dos trabalhadores pedem a anistia do período.
G1 CE

