
Representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Banco Financeiro (CONTRAF) organizaram um “panfletaço” defronte ao Banco HSBC, localizado na Rua Santa Luzia (Centro) em Juazeiro do Norte. O objetivo era “informar à sociedade os reais motivos da greve”, como relata a diretora administrativa do CONTRAF, Erivanda Medeiros.
Para tal, a associação elencou as 10 principais razões que levaram à classe a deflagrar a paralização nacional atingindo mais de 11 mil agencias em todo o país (dados atualizados às 20 horas de ontem, 01). Os “faturamentos bilionários” das agências não revertida em melhoria na segurança de clientes e funcionários encabeçam a pauta de reivindicação, além da exigência de reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860.
De acordo com Erivanda, somente no primeiro semestre de 2013, 30 pessoas morreram por decorrência de assaltos às agencias, dos quais 21 eram clientes. Para ele, é obvio e ululante que os banqueiros “só estão preocupados em lucrar cada vez mais e mais, sem investir na segurança e na saúde de seus funcionários que anda cada vez mais degradante”. A diretora considera que “hoje em dia a grande maioria dos funcionários sonham com o dia da aposentadoria, por não suportarem mais o ambiente de trabalho, repleto de pressão, metas absurdas e insegurança”.
A diretora fez questão de ressaltar, ainda, que o Bradesco de Juazeiro não aderiu ao movimento, conforme aventado na reportagem de ontem e justifica os avisos postos na faixada no banco. “Colocamos os cartazes alertando sobre a greve, no entanto, o banco decidiu não aderir à paralisação e segue em pleno funcionamento”, a exemplo do Banco Bic.
Nas três principais cidades do Cariri (Crato, Juazeiro e Barbalha) o CONTRAF informa que todas as agencias públicas estão “paralisadas integralmente”, além de algumas particulares; como é o caso das supracitadas e do Itaú em Crato.
Indefinido
Para a diretora, não há expectativa de acordo com o Governo no transcorrer desta semana, devido à “inexistência de propostas” e “a importância dada pelos governantes”. “Certamente a greve vai chegar na terceira semana. Quando o governo decidir enviar a proposta, representantes de todo o Brasil se reúnem em assembleia para avaliação. Estamos firmes e a cada dia alcançando mais adeptos, não iremos nos cansar”, avalia.
Questionada sobre os prejuízos causados aos milhares clientes, Erivanda é enfática em dizer que essa é “uma responsabilidade dos banqueiros” e completa: “Eles são os donos; são eles que possuem lucros inimagináveis; nós somos outra parcela prejudicada. Estamos lutando por algo justo, a classe não recebe aumento acima da inflação a mais de oito anos”, lembra, para, no fim, considerar: “Existem outras alternativas para minimizar os problemas. As lotéricas, por exemplos, são uma alternativa”, finaliza.
Agência Miséria

