
O Corpo de Bombeiros confirmou há pouco a sétima morte no desabamento de um prédio que estava em construção na Avenida Mateo Bei, no bairro de São Mateus, na zona leste de São Paulo. O número oficial de feridos subiu para 26.
“Tivemos 24 vítimas que foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e mais duas já tinham sido socorridas por populares. Essa informação veio agora, na hora em que batemos as listas do proprietário com a que temos aqui no socorro. Cinco vítimas foram retiradas em óbito, infelizmente, e já localizamos mais dois mortos que vão demorar pelo menos duas horas para que sejam retirados e ainda há grande indício de outras vítimas em determinado local. Não temos informação ou indício de que existem pessoas com vida na estrutura, mas isso não quer dizer que não existam”, diz o capitão do Corpo de Bombeiros Marcos Palumbo.
Segundo Palumbo, o trabalho por busca de desaparecidos continua. “Os bombeiros não vão sair daqui até que se localizem todas as vítimas e não vamos usar qualquer tipo de maquinário antes de termos indícios suficientes de que não há ninguém lá embaixo”.
Quinze pessoas estão desabrigadas após o desabamento do prédio. Segundo José Koki Kato, coordenador executivo da Defesa Civil de São Paulo, quatro residências e duas casas comerciais foram interditadas. “Essas 15 pessoas, felizmente, não foram atingidas e estão na casa de parentes e amigos”. Segundo ele, elas já foram cadastradas pela prefeitura.
OBRA EMBARGADA
O secretário de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo, Chico Macena, disse que a obra que desabou na Avenida Matei Bei, no Bairro São Miguel, estava irregular. Segundo ele, a construção foi embargada pela prefeitura em março deste ano. “A prefeitura e a subprefeitura de São Mateus, fizeram duas autuações. Uma em torno de mil e poucos reais e outra de R$ 103 mil. Logo em seguida, fez o embargo da obra, portanto, estava irregular do ponto de vista da execução”, disse.
Ele explicou que “pouco depois do embargo, eles [os donos da obra] entraram com processo de aprovação na prefeitura, mas o processo não foi analisado, e o fato de eles não terem pedido o alvará de execução, os deixa em situação irregular”. Segundo o secretário, a obra não deveria ser feita, mesmo que o pedido de aprovação tivesse sido deferido pela prefeitura, já que o pedido não autoriza a execução.
Chico Macena explicou que, após 30 dias, eles poderiam retomar a obra, se a prefeitura não analisasse [o pedido], desde que eles entrassem também com pedido do alvará de execução, coisa que não aconteceu.
Agência Brasil

