São Paulo | No inicio da noite desta quarta-feira (06/junho) uma moradora do acampamento no largo do Paissandu (SP), entrou em trabalho de parto, mas o bebê não resistiu e veio a óbito.
Aproximadamente 30 famílias estão desalojadas, morando em barracas há mais de um mês num acampamento formado ao longo do largo do Paissandu, após o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida.
A gestante começou a sentir contrações e entrou em trabalho de parto por volta das 17:30hs. o pai da criança buscou ajuda a policiais militares que estavam próximos ao local, e acionaram o resgate. Um medico voluntario, que também estava próximo ao local, prestou os primeiros atendimentos até a chegada do socorro. Ela foi lavada para a santa casa de São Paulo, ainda em trabalho de parto.
A criança nasceu no inicio da noite, dentro da ambulância. de acordo com a policia civil, o medico observou que o bebe estava roxo e aparentava estar sem vida. No hospital, foi constatado a morte do bebe, mas a mãe permaneceu internada.

TRAGÉDIA
O edifício Wilton Paes de Almeida, no largo do Paissandu, foi engolido pelo fogo na madrugada de 1º de maio, após uma explosão no 5º andar –há suspeita de que ela esteja ligada a um botijão de gás, e moradores citam uma discussão entre um casal morador.
O incêndio levou ao desabamento do prédio de 24 andares invadido por sem-teto. Ao menos sete pessoas morreram e 455 ficaram desabrigadas. Segundo a prefeitura, a maior parte das vítimas foi encaminhada para abrigos ou seguiu para casas de parentes e outras ocupações.
Desde a tragédia, algumas famílias de ex-moradores do prédio se recusam a ir para abrigos oferecidos pela prefeitura e exigem serem contemplados com uma moradia. O grupo afirma que o auxílio-moradia, oferecido por estado e prefeitura e com parcelas mensais de R$ 400, é apenas um paliativo e não resolve o problema de não ter uma moradia fixa.
Com Informação: Notícias ao Minuto

