
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou na tarde desta sexta-feira (1º) que recebeu dois laudos do IGP (Instituto Geral de Perícias) de vítimas da boate Kiss, em Santa Maria (RS), que confirmam a morte por asfixia devido à presença de monóxido de carbono e cianeto no sangue.
Os documentos de necropsia chegaram até a equipe de policiais que coordena as investigações sobre o caso, que ocorreu no dia 27 de janeiro e deixou 239 mortos, e foram usados como base para a decisão do juiz que decretou a prisão preventiva de quatro suspeitos.
Para o magistrado, existem provas nos autos de necropsia de duas vítimas que apontam a presença de carboxihemoglobina, cianeto e álcool etílico no sangue das vítimas. “Ainda que não tenham sido disponibilizados os autos de necropsia de todas as vítimas, há que se considerar, para o momento, suficientes as provas da materialidade, diante do aporte dos autos de necropsia de duas das vítimas, acompanhadas de fotografias e de laudos periciais de pesquisa de álcool etílico, carboxihemoglobina e cianeto no sangue dos falecidos”, diz a decisão.
Os laudos foram apresentados à imprensa em entrevista coletiva hoje na Delegacia de Polícia Regional de Santa Maria e confirmam a presença de monóxido de carbono e cianeto no sangue das vítimas. Segundo o documento, “ambos os gases concorrem em sinergismo para evento legal”.
De acordo com o delegado Marcelo Arigony, que preside o inquérito, o laudo “trouxe a confirmação das informações preliminares de especialistas de diversas áreas que juntaram esforços com policiais para chegar até esta conclusão”.
UOL

