Paradoxo: Projeto de Bolsonaro pede cadeia para quem obstrui vias públicas

Paradoxo | Sendo o autor de uma mensagem nas redes sociais que invalida qualquer multa aplicada a caminhoneiros pelo governo de Michel Temer, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) é autor de uma projeto que, diversamente, impõe até quatro anos de reclusão àqueles que impedirem ou dificultarem o transito d veiculo e pedestres nas vias publicas. Tal projeto foi apresentado em 2016 na Câmara dos Deputados.

Bolsonaro
O projeto foi apresentado em agosto de 2016 na Câmara dos Deputados |Foto Divulgação|

“A proposição é pautada na necessária preservação dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos, vítimas de ações irresponsáveis daqueles que desprezam as liberdades do outro quando da busca de suas demandas sociais”, escreveu Bolsonaro na justificativa do projeto.

O texto determina “impedir ou dificultar o trânsito de veículos e pedestres, sem autorização prévia da autoridade competente” resulta em “reclusão, de um a três anos”, que pode ser ampliada em um terço caso o ato prejudique o funcionamento do serviço de emergência.

O pré-candidato a presidência, se apressou em prestar seu apoio aos caminhoneiros pelas redes sociais, no entanto, criticou o inicio das manifestações.

“Caminhoneiros, parabéns, vocês estão fazendo algo muito mais importante até do que uma eleição. Só peço uma coisa, não bloqueiem a estrada. Com toda a certeza, onde por ventura esteja havendo bloqueio tem algum infiltrado do PT, do MST, da CUT”, afirmou em vídeo divulgado na sexta (25/maio).

Bolsonaro é critico rotineiro quando se trata de manifestações em vias publicas impulsionado por grupos de esquerda.

No ultimo domingo (27/maio), o deputado se pronunciou através do Twitter: “Qualquer multa, confisco ou prisão imposta aos caminhoneiros por Temer/Jungmann será revogada por um futuro presidente honesto/patriota.”

A reportagem encaminhou perguntas para sua assessoria de imprensa e para o presidente interino do PSL e advogado de Bolsonaro, Gustavo Bebianno, mas ainda não houve resposta.

Com informações: Notícias ao Minuto   

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