Musk, Tim Cook e mais 23: veja quem acompanha Trump em viagem à China

Empresários, funcionários do governo e familiares viajam com o presidente americano

Brendan Smialowski/AFPO presidente dos EUA, Donald Trump, embarca no Air Force One no Aeroporto Internacional de Palm Beach
O presidente dos EUA, Donald Trump, embarca no Air Force One no Aeroporto Internacional de Palm Beach, em West Palm Beach, Flórida, em 30 de março de 2025, a caminho de Washington, D.C.

O presidente americano, Donald Trump, chegou nesta quarta-feira (13) à China para um encontro com o presidente Xi Jinping, recebido com uma cerimônia formal de boas-vindas de Estado e grande pompa em Pequim. Entre as 25 pessoas que integram a comitiva, a lista inclui nomes de peso em seu governo, economia americana e grandes empresários.

A chegada marca um dos encontros mais estratégicos dos últimos anos na política internacional e abre uma cúpula que vai muito além da diplomacia tradicional: envolve disputa econômica, tecnologia de ponta e o reposicionamento global das duas maiores economias do planeta.

Entre as principais figuras ao lado de Trump estão os empresários Elon Musk, Tim Cook e Jensen Huang. Musk, dono da Tesla, SpaceX e rede social X, é o atual homem mais rico do mundo. Cook, atual CEO da Apple, tem na viagem uma de suas últimas atividades à frente da maçã. Huang, CEO da Nvidia, empresa mais valiosa do mundo, com fortes negócios na China.

Elon Musk

O homem mais rico do mundo é uma figura estratégica no relacionamento com a China devido à sua grande influência em pesquisas em tecnologia espacial e fábricas da Tesla em território chinês. Sua viagem ao lado de Trump é ainda um indício de reaproximação com o governo americano, após se afastar da administração devido a polêmicas com Trump.

Tim Cook

O CEO da Apple viaja ao lado do presidente americano devido a fortes negócios com a China, que detém a fabricação de grande parte dos componentes utilizados em seus produtos, sendo a principal mantenedora na cadeia de suprimentos da maçã. Essa viagem está entre os últimos compromissos de Cook à frente da Apple, com sua saída do comando da empresa anunciada para setembro e passagem de bastão a John Ternus.

Jensen Huang

CEO da Nvidia, Huang viaja em meio a diversas polêmicas envolvendo a comercialização de chips com a China. Em agosto de 2025, Trump proibiu Jensen de vender chips de inteligência artificial para o país asiático. A empresa domina o hardware de IA, e a China é um mercado enorme para esses componentes. Atualmente, a Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo, com valor de mercado de 4 trilhões de dólares.

Núcleo financeiro

O encontro entre Trump e Xi é também profundamente financeiro, com decisões tomadas entre as duas maiores economias do mundo podendo impactar diretamente mercados globais. Ao lado de Trump, viajam grandes nomes do mercado financeiro, como Larry Fink e Stephen Schwarzman, comandantes de importantes fundos de investimento; representantes de grandes bancos como David Solomon e Jane Fraser e os empresários do mercado de pagamentos Ryan McInerney e Michael Miebach.

BlackRock

O CEO da BlackRock, Larry Fink, tem em suas mãos a maior gestora de ativos do mundo, com mais de 10 trilhões de dólares sob seu comando. Stephen Schwarzman tem em seu controle a Blackstone, a maior gestora do mundo em investimentos alternativos (focada em private equity e imóveis), gerindo cerca de 1,3 trilhão de dólares.

Bancos comerciais

David Solomon é diretor executivo da Goldman Sachs, uma das principais instituições financeiras globais, fundada em 1869, com atuação em mais de 30 países. Diretora executiva do Citigroup, Jane Fraser é a primeira mulher a chefiar um grande banco dos Estados Unidos e também estará representando o poder bancário americano no encontro. O Citigroup tem forte atuação global em banco de investimento e serviços corporativos.

Redes de pagamento

Os representantes das maiores redes globais de pagamento, muito bem conhecidas dos brasileiros, Visa e Mastercard, também viajam ao oriente. Ryan McInerney (Visa) e Michael Miebach (Mastercard) acompanham Trump com foco na expansão do consumo financeiro digital das empresas americanas. Apesar de estarem em atuação na China, as empresas têm aceitação limitada pelos chineses, que preferem meios de pagamento locais como Alipay e WeChat Pay.

Núcleo político

As políticas entre Estados Unidos e China vivem em gangorra de poder, com momentos mais influenciados pelos ocidentais alternando com o maior poder do Oriente. Para o encontro, Trump terá ao seu lado líderes de governo responsáveis por traduzir os detalhes de tratados e políticas de suas pastas.

Entre eles está Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, é uma das principais figuras na administração de Donald Trump, equivalente ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, responsável por negociações com representantes estrangeiros e por instruir embaixadas e consulados. Rubio é conhecido por uma postura historicamente rígida com a China, sinalizando que as concessões não serão fáceis.

Scott Bessent (Tesouro) e Jamieson Greer (Comércio) agem como os arquitetos da política econômica e tarifária americana, tema que deve ser discutido no encontro de Trump com Xi Jinping. Greer foi peça-chave na guerra comercial do primeiro mandato do presidente americano.

Vice-chefe de gabinete da Casa Branca para políticas e braço direito ideológico de Trump, Stephen Miller acompanha a comitiva focado em garantir que os interesses da “América Primeiro” estejam no debate. Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, representa o lado da segurança militar, crucial para discutir a estabilidade no Mar da China Meridional e Taiwan.

Primeira desde 2017

A viagem é a primeira reunião de Trump com Xi em Pequim desde 2017. Em quase uma década, o relacionamento entre os dois países deixou de ser apenas comercial e passou a envolver tecnologia, segurança e disputa por influência global. Está previsto que sejam debatidos no encontro a guerra no Irã,  venda de armas para Taiwan, negócios bilaterais, estreito de Ormuz, entre outros temas. O presidente americano deve ficar na China até sexta-feira (15).

Em publicação no Truth Social, Trump chamou a China de “Grande país”, o Xi Jinping de “Líder de distinção extraordinária” e declarou que vai pedir que o presidente “Abra a China” para os empresários de sua comitiva, indicando que essa é a ideia mais benéfica para os dois países

“Viajando para o Grande País da China, onde pedirei ao Presidente Xi, um Líder de distinção extraordinária, que “abra” a China para que essas pessoas brilhantes possam fazer sua mágica e ajudar a levar a República Popular a um nível ainda mais alto! De fato, prometo que, quando estivermos juntos, o que será em questão de horas, farei desse o meu primeiro pedido. Nunca vi ou ouvi falar de nenhuma ideia que fosse mais benéfica para os nossos incríveis Países!”

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