Um culto cristão realizado na cidade de Jiangyou, na província chinesa de Sichuan, foi interrompido por uma operação policial na manhã de domingo, 14. Segundo integrantes da congregação, dezenas de agentes participaram da ação e dois líderes da igreja continuam detidos.
Vídeos divulgados no Telegram mostram o momento em que policiais entram no local e interrompem a reunião religiosa. De acordo com testemunhas citadas pela própria congregação, a operação mobilizou entre 60 e 70 agentes de diferentes órgãos do governo chinês, incluindo policiais, funcionários do Departamento de Assuntos Religiosos e integrantes da segurança estatal.
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De acordo com os relatos, agentes encaminharam 31 pessoas a um centro de detenção e iniciaram os interrogatórios.
Os fiéis afirmam que as autoridades tentaram obter assinaturas em documentos sem revelar previamente o conteúdo das declarações. A maior parte dos detidos se recusou a assinar os papéis.


Ainda conforme a igreja, as autoridades liberaram quase todos os participantes até o fim da noite de domingo. Apenas dois anciões da congregação, identificados como Yan Hong e Wu Wuqing, permaneciam sob custódia.
Governo chinês mantém controle sobre atividades religiosas
Embora a China não proíba o cristianismo, o governo mantém forte controle sobre organizações religiosas e exige que igrejas e locais de culto tenham registro junto ao Estado.
A legislação chinesa limita cultos públicos a espaços autorizados e mantém sob fiscalização rigorosa todas as atividades, publicações e reuniões de grupos religiosos.
Nesta segunda-feira, 15, o Ministério das Relações Exteriores da China defendeu a política do país para assuntos religiosos e rejeitou críticas internacionais sobre o tema. O governo classificou questionamentos externos como interferência em assuntos internos chineses.
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