Ministro que julgou Bolsonaro, Castro e uso de igrejas deixa o TSE

O ministro Antonio Carlos Ferreira participou da última sessão como membro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quinta-feira (17), e defendeu uma composição plural da Corte. Ferreira também destacou a importância da urna eletrônica, que é submetida a mecanismos de segurança e auditoria e que, segundo ele, se tornou um patrimônio da democracia brasileira. 

“A Justiça Eleitoral não pertence a governos, partidos ou candidatos. Pertence à República e ao seu povo. Sua autoridade nasce da imparcialidade, da transparência e da confiança conquistada a cada eleição”, declarou em seu último discurso.

O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, afirmou que Ferreira retorna ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), Corte de origem do magistrado, mas deixa no TSE decisões e votos que, de acordo com o presidente, contribuirão para as eleições deste ano.

Entre os casos julgados por Ferreira, que estabeleceram jurisprudência recente para a Corte Eleitoral, estão processos envolvendo fraude à cota de gênero e candidaturas fictícias; abuso de poder econômico e político; e arrecadação e gastos ilícitos de campanha.