
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), deve mudar o edital do próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para que redações que contenham brincadeiras e deboches sejam zeradas.
O órgão ainda vai discutir a adoção de grade de correção mais precisa para que a quantidade de erros seja levada em conta na concessão das notas.
O presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, afirmou que a ideia é prever no edital a punição ao candidato: “Ele tem de ser punido, por respeito ao participante sério. Mas isso não é fácil, porque há vários casos em que o estudante se confunde, faz digressões não propositais”, diz ele, prometendo levar o debate para a área técnica do Inep.
Macarrão instantâneo
Foram divulgadas redações com brincadeiras no meio do texto, como um candidato que colocou uma receita de macarrão instantâneo e outro que transcreveu o hino do clube paulista Palmeiras Apesar disso, conseguiram notas 560 e 500, respectivamente, em uma escala que vai de zero a mil.
Costa defendeu que as avaliações da edição de 2012 foram feitas de modo correto: “O edital diz que só recebe zero o candidato que fugir totalmente do tema. Eles foram penalizados” (sic), diz. O Inep encontrou cerca de 300 redações com inserções indevidas. Participaram este ano 5.692 corretores e 300 foram afastados durante o processo por terem desempenho considerado ruim.
Além de debater como a punição aos deboches será feita, o presidente do Inep afirmou que o exame pode ganhar uma grade em que a nota seja atribuída a partir da contagem de erros. Isso é defendido por alguns especialistas em educação. Recentemente, redações com nota máxima que continham erros de ortografia causaram polêmica.
O Povo

