Defesa de Zambelli comemora não extradição: ‘Mostra que é uma perseguida política’

A decisão foi feita pela Suprema Corte de Cassação da Itália que também determinou a liberação da ex-deputada

Nino Cirenza/ATO Press/Estadão ConteúdoCarla Zambelli
Ex-deputada federal, Carla Zambelli

A defesa da ex-deputada Carla Zambelli disse nas redes sociais que ela é uma “perseguida política” e comemorou a determinação da não extradição de Zambelli ao Brasil divulgada nesta sexta-feira (22). “Extradição da Carla Zambelli negada para o Brasil. É isso aí, pessoal. Vocês que estão sempre aqui me perguntando e torcendo pela Carla Zambelli, nós vencemos. Carla Zambelli está livre, e ela é uma perseguida política”. disse o advogado Fábio Pagnozzi.

A decisão foi feita pela Suprema Corte de Cassação da Itália que também determinou a liberação da ex-deputada. O Tribunal anulou a decisão anterior da Corte de Apelações que deu aval para que a ex-parlamentar retorne ao Brasil. A informação foi noticiada pelo portal UOL e confirmada pela Jovem Pan.

Agora, o processo contra a ex-deputada vai ao Ministério da Justiça da Itália.

Desde julho de 2025, Carla Zambelli está presa preventivamente na Penitenciária de Rebibbia, em Roma, na Itália. No mesmo ano, a ex-deputada foi sentenciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dois processos.

Moraes cobrou providências sobre o caso

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) adotassem as providências necessárias para a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A decisão, publicada na quarta-feira (20), ocorre após a Corte de Roma, na Itália, aprovar o pedido de entrega da brasileira às autoridades brasileiras.

“Determino a expedição de ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas) e ao Ministério das Relações Exteriores, para que adotem as providências necessárias à efetivação da extradição”, diz a decisão.

Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. De acordo com as investigações, ela foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. O hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a condenação, a ex-deputada deixou o Brasil e seguiu para a Itália. Após a fuga, o STF acionou a Interpol e formalizou o pedido de extradição com base no tratado vigente entre os dois países. Zambelli foi presa em Roma em 29 de julho do ano passado pelo Escritório Central Nacional da Interpol.

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