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Foto: Cetas/BA

O Ibama iniciou o trabalho de pareamento de uma fêmea de bugio pertencente à espécie Alouatta guariba presente na Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, no Anexo II da Convenção de Comércio Internacional das Espécies em Perigo de Extinção e, também, na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) das 25 espécies de primatas mais ameaçadas do planeta.

Extremamente raro, o bugio se alimenta essencialmente de folhas e frutos e foi resgatado na cidade de Teixeira de Freitas na Bahia, em dezembro de 2013. Batizada de Xuxa, a fêmea foi transferida para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Porto Seguro, onde recebeu cuidados especializados e registrou um ganho de peso de 630 gramas até fevereiro de 2014.

A necessidade de garantir a sobrevivência de um espécime tão ameaçado levou à rápida criação de uma equipe multidisciplinar, formada por agentes do Ibama, do Instituto de Estudos Sócio Ambientais do Sul da Bahia (Iesb) , do Projeto Chauá e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros – CPB/ICMbio.   A equipe encontrou no Instituto Uiraçu, em Camacan na Bahia, um macho da mesma espécie vivendo em liberdade, porém sem uma fêmea com a qual acasalar.

A expectativa dos pesquisadores é que em breve os animais comecem a interagir amigavelmente através da tela e então seja possível realizar uma experiência de contato direto entre eles. Enquanto isto não ocorre, ambos são acompanhados de perto pela equipe do Dr. Vitor Becker, Diretor do Instituto Uiraçu.

Segundo Ligia Ilg, coordenadora do Cetas Porto Seguro, o resultado satisfatório do resgate, recuperação e localização de um macho ocorreu devido à união de esforços das várias instituições envolvidas na ação.

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Foto: Cetas/BA

Os animais serão estudados durante seu período de aproximação, para averiguação quanto a melhor destinação possível, que pode incluir a translocação para uma área onde existam outros animais da mesma espécie ou o desenvolvimento de um programa de reprodução acompanhada, visando obter dados de interesse sobre sua ecologia e conservação de seu habitat.

Qualquer pessoa que possuir informações sobre a existência de outros animais desta espécie sendo mantidos em cativeiro deve entrar em contato com o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama.

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