Hospitais públicos do Cariri ainda não oferecem teste da linguinha

teste da linguinha

Para garantir a saúde de crianças recém-nascidas é preciso passar por triagens neonatais. Os exames do Pezinho, da Orelhinha e, agora, o recém aprovado pelo Ministério da Saúde (MS), Testa da Linguinha, são essenciais para o crescimento saudável da criança. Apesar de se tornar obrigatório para os recém-nascidos, esse último ainda não é disponibilizado na rede pública de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha. As Secretarias de Saúde dos Municípios informaram que aguardam as orientações do MS para a regulamentação e instituição de padrões do exame.

Desde o dia 22 de dezembro, se tornou obrigatório o Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês, mais conhecido como Teste da Linguinha, em hospitais e maternidades de todo o País. A determinação foi criada pela Lei 13.002/2014. A intenção é descobrir, precocemente, alguma alteração na membrana que une a língua à parte inferior da boca. A alteração pode gerar problemas de dicção, também conhecidos como língua presa.

A comerciante Eliane Venâncio descobriu que o filho mais novo, hoje com um ano, tinha o problema quando encontrou dificuldades para amamentar. O diagnóstico foi feito um mês depois do nascimento do bebê. “Eu reclamei para a doutora que doía muito, na hora em que ele ia mamar. Meu bebê chorava e não conseguia sugar o leite. Ela diagnosticou o frênulo preso e foi feita uma pequena cirurgia. Se tivesse sido diagnosticado após o nascimento, meu filho não teria sofrido tanto”, disse Eliane.

De acordo com a fonoaudióloga Emanuela Gomes, o teste serve para identificar se a criança nasceu com uma alteração conhecida como ‘língua presa’. “O procedimento de correção é o pique, que é um corte super-rápido e eficaz no frênulo. É muito importante que se faça para que a língua tenha os movimentos que precisa e, no futuro, não apresente problemas de dicção”, explica.

Enquanto o exame não é disponibilizado na rede pública, a fonoaudióloga diz que os pais podem ficar atentos aos sintomas da ‘língua presa’. “Quando a criança possui a alteração, ela vai ter muita dificuldade para mamar e organizar o leite para engolir. Na hora do choro, as bordas laterais da língua vão movimentar mais que a parte anterior, que é o ápice. Essas são características que, ao serem observadas pelos pais, devem ser comunicadas a um fonoaudiólogo, para que o diagnóstico seja feito e o problema seja solucionado”, finaliza.

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