Ministério Público pede cassação de Camilo Santana

O Ministério Público Federal pediu a cassação dos diplomas do governador eleito Camilo Santana (PT), sua vice Izolda Cela (Pros) e alguns deputados eleitos. O pedido ocorre por possíveis irregularidades cometidas durante o período eleitoral.

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A diplomação dos eleitos ocorrerá no dia 19 de dezembro. Após a data, enviar ações de conduta vedada e compra de votos ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), não será possível. Segundo o procurador regional eleitoral do Ceará, Rômulo Conrado, processos complexos e com punições mais severas serão encaminhadas apenas na próxima semana. Pedidos de impugnação de mandato podem ocorrer até 15 dias depois da diplomação.

Camilo Santana é citado em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral enviada no mês de setembro à Corregedoria Regional Eleitoral. Nela, são questionados os recursos de convênios estaduais repassados aos municípios durante a campanha. No período, o repasse é vedado pela legislação.

Caso a denúncia seja confirmada, o petista e a vice-governadora eleita, Izolda Cela, podem se tornar inelegíveis durante oito anos por possivelmente terem sido “diretamente beneficiados pelo abuso de poder”.

Outros nomes são citados na investigação, como o deputado federal reeleito Danilo Forte (PMDB), José Guimarães (PT), Genecias Noronha (SD), a deputada estadual eleita Augusta Brito (PcdoB) e Osmar Baquit (PSD).

Guimarães, Genecias e Baquit estão sujeitos apenas ao pagamento de multas.

Danilo Forte é citado ao lado do senador Eunício Oliveira (PMDB), o prefeito de Martinópole, James Martins (PMDB), a primeira-dama do Município, Raphaelle Barros, o vereador Aleudiney Monte e outros agentes públicos.

Eles são acusados de doarem cestas básicas e presentes em troca do apoio a Danilo e Eunício. As imagens que comprovam as doações foram publicadas em uma rede social. A Procuradoria Regional Eleitoral pede que os envolvidos sejam multados e Danilo seja submetido a uma sanção mais grave.

Já a deputada eleita Augusta Brita terá o mandato questionado pelo Ministério Público Federal por beneficiamento da máquina pública de São Benedito em prol de sua candidatura. Além dela, são responsabilizados o prefeito da cidade, Gadyel Gonçalves, que é marido de Augusta, e o secretário municipal de Administração e Finanças, Augusto Brito, pai da candidata eleita.

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