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O contraventor Carlos Cachoeira voltou a ser preso na tarde desta sexta-feira (7), em Goiânia. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz da 11ª Vara Federal, Alderico Rocha Santos. Ao G1, Alderico informou que reavaliou a necessidade da prisão preventiva do contraventor, que teve a liberdade mantida pela Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) no começo deste mês. O magistrado é responsável pelo processo da Operação Monte Carlo, que culminou na prisão do contraventor em fevereiro deste ano. Cachoeira foi solto
Cachoeira estava em casa, quando foi surpreendido pela prisão, por volta das 13h. Ele foi levado para a Polícia Federal, em Goiânia. O advogado dele, Nabor Bulhões, informou ao G1 nesta tarde que está em Brasília e que vai apurar o motivo da prisão antes de se pronunciar.
O bicheiro Carlinhos Cachoeira deixou o presídio da Papuda, em Brasília, no último dia 21, beneficiado por um alvará de soltura expedido pela 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Ele ficou preso por nove meses.
A mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, aguardou com advogados em um carro, na porta do presídio, a saída do marido. Ao ser perguntada o que diria a Cachoeira quando o visse, ela respondeu: “Vou dizer pra ele mais um ‘eu te amo’, de muitos que eu já disse”.
O bicheiro seguiu para Goiânia, onde tem residência, para reencontrar os filhos. “Ele tem filhinhos, um de 9, outro de 12 anos, que não vê há nove meses. Então, há dimensão humana envolvida. Eu acho que começou a se fazer Justiça”, disse mais cedo o advogado dele, Nabor Bulhões.
Na ocasião da soltura de Cachoeira, Bulhões, conversou com a imprensa e negou que ele tenha cometido os crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência. Segundo o advogado, que afirmou que ia entrar com recurso contra a condenação, o fato de Cachoeira já ter sido mantido preso preventivamente pode facilitar o cumprimento da pena imposta.
Operações
A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.
Cachoeira foi preso em fevereiro devido às investigação da Monte Carlo. Já preso, foi expedido um novo mandado contra ele pela Operação Saint Michel. Em outubro, ele obteve um habeas corpus relacionado às investigações da Monte Carlo, mas continuou preso em razão do mandado expedido pela Saint Michel.
Cachoeira é alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional, que investiga as relações dele com políticos e empresários.
Defesa de Cachoeira
O advogado Nabor Bulhões afirmou que com a soltura de Cachoeira, “começa-se a fazer Justiça”. Ele afirmou crer que, na segunda instância, a decisão da condenação poderá ser revertida.
“A defesa vem sustentando que o decreto de prisão preventiva não se justificava porque se houvesse condenação, em razão da pouca gravidade do risco, não haveria risco. […] Obviamente que a defesa espera que isso se reverta no tribunal. Espero reverter, estou absolutamente convicto.”

