Dia Internacional das Prostitutas: Associação lança candidata a Deputada Federal

 Associação de prostitutas de MG apoia a legalização da profissão | Imagem Divulgação
Associação de prostitutas de MG apoia a legalização da profissão | Imagem Divulgação

Desde 1975, o dia 2 de junho é reconhecido como o dia das Prostitutas, no Brasil as Associações de Prostitutas que lutam pelos direitos das garotas de programa torcem pela aprovação da lei que legaliza a profissão. Elas dizem que se sentiram mais seguras com um amparo legal para se proteger de casos de exploração sexual.

O Projeto de Lei Gabriela Leite, de autoria do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), prevê a regularização dos profissionais de sexo, mas está parado na Câmara dos Deputados.

O texto estabelece, entre outras coisas, que um cliente que não pagar pelos serviços sexuais será enquadrado no crime de exploração sexual.

Em sua pagina no Facebook, a Associação das Prostitutas de Minas Gerais – Aprosmig, que foi fundada em 9 de abril de 2009, anuncia o lançamento de uma representante da classe para concorrer as eleições de 2014 pelo PCdoB de Minhas Gerais, o nome da candidata é Cida Vieira, e sua candidatura é considerada “mais um passo e quebra de preconceito” .

Imagem de divulgação
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O Dia Internacional Das Prostitutas teve inicio no dia 2 de junho de 1975, quando 150 prostitutas ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon, na França. Elas protestavam contra multas e detenções, em nome de uma guerra contra o rufianismo (atividade de quem tira proveito da prostituição alheia), e até contra assassinatos de colegas que sequer eram investigados.

Além disso, maridos e filhos de prostitutas eram processados como rufiões, por se beneficiarem dos rendimentos das mulheres. Tabernas deixaram de alugar quartos para as trabalhadoras do sexo, com medo da repressão policial. A igreja e a população de Lyon apoiaram a manifestação e deram proteção a elas.

A ocupação da igreja foi transmitida por todos os meios de comunicação, no país e no exterior, inclusive no Brasil. As mulheres exigiam que o seu trabalho fosse considerado “tão útil à França como outro qualquer”. Outras 200 prostitutas percorreram as ruas de carro distribuindo folhetos, com denúncias de que eram “vítimas de perseguição policial”, o que as impedia de trabalhar. Uma carta foi enviada ao presidente Giscard d’Estaing.

O movimento se ampliou para outras cidades francesas, como Marselha, Montpellier, Grenoble e Paris, onde colegas também entraram em greve. No dia 10 de junho, às 5 horas da manhã, as mulheres da igreja de Saint-Nizier foram brutalmente expulsas pela polícia.

Ao ter a coragem de romper o silêncio e denunciar o preconceito, a discriminação e as arbitrariedades, chamando a atenção para a situação em que viviam, as prostitutas de Lyon entraram para a história. Por isso, o 2 de junho foi declarado, pelo movimento organizado, como o Dia Internacional da Prostituta.

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