Projeto de Lei deve garantir mais segurança às passageiras do Cariri

Um projeto que obriga motoristas de transportes coletivos a pararem fora das paradas obrigatórias, após as 22h, em qualquer lugar onde seja possível estacionar, respeitado o trajeto da linha, está em tramitação na Câmara de Juazeiro.
De autoria da vereadora Rita Monteiro (PT do B), a proposta deve ser votada nesta semana, seguindo para sanção do prefeito, caso seja aprovado pelos demais edis.

Terminal de Ônibus em JUAZEIRO DO NORTE | Google Imagens
Terminal de Ônibus em JUAZEIRO DO NORTE | Google Imagens

Preocupada com a onda de violência sofrida pelas mulheres, a vereadora defende a aprovação da matéria. “É notável que em nossa cidade muitas mulheres estudem ou trabalhem até tarde da noite. Após as 22 horas, elas se deslocam para os pontos de ônibus em busca de transportes coletivos, para chegarem aos seus lares, ficando vulneráveis à violência”, lembra.

No projeto, as empresas de transporte coletivo urbano ficam obrigadas a realizar embarques e desembarques em qualquer lugar do percurso normal, após as 22h. Além disso, a ideia é informar as usuárias dos ônibus, por meio de campanhas, como cartazes, sobre o benefício instituído por lei. “Tanto o motorista quanto a usuária tem que saber que só precisa assinalar para o transporte parar”, disse.

Para a universitária Nágila Souza, a proposição é totalmente favorável às estudantes, que passam por várias situações de medo na hora de voltar para casa. “Às vezes, o ônibus passa na frente da sua casa, mas você precisa andar mais dois quarteirões para parar no ponto. Com a medida, os motoristas poderiam parar no local certo, sem prejuízo ou atraso para ninguém”, relata.

Na visão da doméstica Claudia Silva, a idéia é válida porque, na maioria das vezes, os ônibus trafegam vazios, as ruas estão desertas e as pessoas precisam andar quarteirões sem necessidade. “É interessante uma lei que beneficia, além das estudantes, que poderão ficar mais tranquilas, nós, que trabalhamos no período noturno e dependemos do transporte coletivo para voltar para a casa”, observa.

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