O Brasil poderia hoje estar sem título algum do Ultimate. E os americanos até que tentaram concretizar esse desejo, contudo, em uma noite sem muitos sustos para os brasileiros, Renan Barão Pegado (galos) e José Aldo Júnior (penas) mostraram porque os dois cinturões merecem permanecer por mais tempo em lugar cativo na academia de ambos no Rio de Janeiro: a Nova União.
Pela primeira vez lutando juntos em um mesmo evento, logo em duas defesas de títulos, os amigos e também parceiros de treino não deram chances para os desafiantes estadunidenses, sábado passado, no UFC 169, realizado em Newark, Estados Unidos.
Aldo foi o primeiro dos dois a por o cinturão em jogo. O manaura dominou os cinco rounds contraRicardo Lamas. A segurança do campeão só ficou abalada no fim do último assalto, quando o adversário ficou por cima. Mesmo assim, o lutador brasileiro conseguiu manter a tranquilidade e levar o round até o final. Vitória por decisão unânime dos juízes e de forma incontestável.
Super-luta
Na coletiva pós-evento, o presidente da organização, Dana White confirmou que haverá uma super-luta entre campeões envolvendo José Aldo (penas) e Anthony Pettis (leves). O americano confirmou pelas redes sociais de que estará 100% pronto para esse combate.
Atitude do árbitro Herb Dean de encerrar o combate foi questionada pela mídia especializada e fãs de MMA nas redes sociais
O brasileiro aceitou na hora o novo desafio. “É a luta que todo mundo quer ver. Eu também quero que aconteça o mais rápido possível tanto faz no meu peso ou no dele”, afirmou o campeão ainda radiante com a vitória sobre Lamas.
Renan Barão foi ainda mais eficiente que o amigo dentro octógono. Na revanche contraUrijah Faber, o potiguar acertou um direto de direita que atordoou o americano, ainda no primeiro assalto. Barão pressionou até acertar um cruzado e voltar a derrubar o California Kid. Tonto e tentando se proteger de uma sequência brutal de golpes, Faber segurou a perna do brasileiro e pôs uma das mãos no rosto para se defender.
Polêmica
Sem ação, Faber ficou parado de alvo fixo para as “marteladas” de Renan, que chegou a olhar para o árbitro como se pedisse para ele interromper o combate. O juiz,Herb Dean, parou a luta e deu a vitória por nocaute técnico ao brasileiro. A decisão gerou muita polêmica.
O próprio lutador estadunidense não escondeu a decepção com o Herb Dean. “Ele é excelente árbitro, mas acho que eu estava bem. Fiz um sinal positivo com o dedo”, lamentou.
O campeão dos galos, Renan Barão, comemorou com mais uma dança. “É a dancinha de São João”, chegou a dizer após o combate. “Espero manter esse cinturão por muito tempo. Ainda tenho muita lenha pra queimar nessa categoria”, disse, afastando temporariamente a possibilidade de subir para os penas caso o amigo Aldo vá para os leves.
Outros brasileiros
Alan Nugget Patrick surpreendeu o favorito John Makdessi. Ele venceu o canadense por pontos no último combate do card preliminar da noite. Já John Lineker não teve a mesma sorte contra o russo Ali Bagautinov. O “Mãos de Pedra” foi dominado na parte do primeiro e terceiro rounds e sucumbiu ao jogo agarrado do oponente.
Weidman x Belfort
O presidente do UFC, Dana White, confirmou o que havia antecipado nesta semana: a luta entreChris Weidman, que tirou o título dos médios de Anderson Silva, e Vitor Belfort será no dia 24 de maio, no fim de semana anterior ao Memorial Day (segunda-feira, 26). A data existe para prestar homenagem aos que morreram servindo os EUA.

