EUA afirmam que suposto ataque à base do país no Reino Unido envolveu ‘agente estrangeiro’

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que plano de ataque a base britânica envolve agente estrangeiro.
  • Cinco homens foram presos e liberados sob fiança, enquanto a polícia antiterrorista investiga o caso.
  • Presidente Donald Trump mencionou cooperação entre EUA e Reino Unido na prisão dos suspeitos.
  • Base em Fairford tem importância estratégica e já foi alvo de ameaças anteriores, como da Guarda Revolucionária do Irã.

Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7

Área ao redor dos veículos suspeitos foi isolada, e 85 famílias foram retiradas de suas casas Chris Radburn/Reuters – 27.09.2026

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o suposto plano de ataque contra uma base aérea britânica utilizada pelos americanos no Reino Unido “claramente envolve as mãos de um agente estrangeiro”.

Ele, porém, não apresentou evidências nem identificou o responsável.

“Tenho que ter cuidado. Há algumas coisas que não posso dizer no ar por muitas razões diferentes. Basta dizer que o que aconteceu, o que quase aconteceu, o que poderia ter acontecido no Reino Unido durante o fim de semana, é uma situação muito séria”, disse Rubio na segunda-feira (28), ao programa Hannity, da Fox News.

O secretário afirmou ainda que não poderia fornecer mais detalhes e agradeceu às autoridades britânicas pela cooperação.

A Polícia Antiterrorista do Reino Unido investiga o caso na base da RAF (Força Aérea Real britânica) em Fairford, no sul da Inglaterra, utilizada pelos Estados Unidos.

Cinco homens foram presos no domingo (27), e liberados sob fiança nesta segunda-feira.

Segundo a Polícia de Gloucestershire, por volta das 0h45 de domingo, uma denúncia informou que três veículos suspeitos se dirigiam à base.

Os policiais foram ao local e prenderam os cinco homens, que estavam nas vans. Os veículos permanecem sob perícia.

Inicialmente, os suspeitos foram detidos por possíveis crimes previstos na Lei de Explosivos.

Depois, passaram a ser investigados também por suspeita de preparação de ato terrorista com base na legislação antiterrorismo britânica.

Por precaução, uma área de 400 metros ao redor dos veículos foi isolada e cerca de 85 famílias foram retiradas de suas casas.

Os moradores puderam retornar no fim da tarde, embora o perímetro de segurança ainda permanecesse em vigor.

Os cinco suspeitos foram liberados sob fiança nesta segunda-feira. As investigações seguem.

O chefe da Polícia Antiterrorista britânica, comissário adjunto Laurence Taylor, confirmou que a corporação está em contato com o MI5, serviço de inteligência interna do Reino Unido.

Ele, no entanto, não disse se as autoridades tinham conhecimento prévio de uma possível ameaça.

“Existe muita especulação sobre o que pode ou não ter sido conhecido anteriormente a respeito de possíveis ameaças ou atividades. Como espero que o público compreenda, nem sempre poderei compartilhar esse tipo de informação”, afirmou Taylor.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump disse no domingo que as prisões ocorreram após uma cooperação entre Washington e Londres e afirmou que os suspeitos eram monitorados havia algum tempo.

“Nós estávamos investigando-os. Eles queriam causar graves danos à nossa base”, declarou. Trump acrescentou que sabia “tudo” sobre os suspeitos e que “muito em breve haverá notícias a respeito”.

As autoridades britânicas, contudo, têm evitado confirmar detalhes sobre uma eventual ameaça previamente identificada. O primeiro-ministro Andy Burnham pediu que não houvesse especulações sobre os responsáveis e afirmou que caberia à polícia “estabelecer todos os fatos”.

O ministro da Defesa britânico, Wes Streeting, também não forneceu detalhes sobre a operação. Ele elogiou a fazendeira, que acionou a polícia após perceber a movimentação dos veículos, e disse que ela fez “exatamente o que esperaríamos que alguém do público fizesse” na situação.

O episódio ocorre em um contexto de atenção especial à segurança de Fairford. Em julho, a Guarda Revolucionária do Irã havia ameaçado atacar a instalação, classificando como “alvo legítimo” qualquer base utilizada para lançar ataques contra o território iraniano.

A base tem importância estratégica para os Estados Unidos e já foi utilizada pelas Forças Armadas americanas em operações durante a Guerra do Golfo, no início dos anos 1990, e na Guerra do Iraque, em 2003.

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