
Mais de 500 moradores da cidade de Lavras da Mangabeira, na região Centro-Sul do Ceará, realizam na manhã desta segunda-feira (14) protesto em frente ao escritório da Cagece no centro da cidade. Revoltada, a população quebrou grades de segurança, janelas, portas e invadiu o prédio destruindo mesas, cadeiras, computadores, divisórias, central de ar-condicionado, material de escritório, telefones e outros objetos.
Duas pessoas chegaram a ser detidas por portarem bombas juninas, mas foram liberadas.
O delegado de Polícia Civil de Lavras da Mangabeira, Alexandre Saunders, confirmou a destruição total da unidade da Cagece e pessoalmente acalmou a população, com ajuda de policiais militares. A área foi isolada. “Quando cheguei ao local já estava tudo destruído”, contou. “Conversei com algumas pessoas e pedi calma”.
A delegacia de Polícia Civil de Lavras da Mangabeira vai abrir inquérito policial para apurar crime de dano ao patrimônio público. “A unidade não dispõe de câmara de segurança”, observou o delegado.
A manifestação começou por volta das 9 horas da manhã desta segunda-feira (14). Na cidade, clima é de revolta e de tensão em decorrência da falta de água há mais de duas semanas. “Os moradores contaram que falta água em alguns pontos há mais de um mês e que mesmo assim os boletos de cobrança chegam à casa dos consumidores, e com aumento na tarifa”, relatou o delegado municipal, Alexandre Saunders.
A adutora que abastece a cidade apresenta vazamentos e os consumidores exigem uma solução da Cagece.
A Polícia Militar pediu reforços à Companhia de Várzea Alegre e à cidade de Cedro. Por volta das 11 horas, os manifestantes deixaram o local.
Diário do Nordeste Web

