Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira (17) professores e técnicos administrativos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) de Umirim, a 109,5 km de Fortaleza, decidiram entrar em greve, até que a administração do Instituto atenda a uma série de reivindicações que garantam a segurança no campus, além da preservação da integridade física de servidores e estudantes e de condições de trabalho para a comunidade acadêmica.
As aulas no campus estão suspensas desde a última segunda-feira, 16, quando dois detentos da Cadeia Pública de Umirim fugiram e invadiram a Escola Agrícola, vinculada ao IFCE. Alunos tiveram roubados pertences como carteiras, celulares e mochilas, e foram ameaçados pelos criminosos. A decisão foi tomada também por deliberação da Associação de Pais dos estudantes do Instituto.
De acordo com o Sindicato dos Servidores do IFCE (SINDSIFCE), desde a semana passada ocorrem registros de agressões, assaltos e ameaças contra professores, técnicos e estudantes, no Campus da Escola Agrícola de Umirim, na localidade de Floresta. A falta de água é outro problema para a realização das atividades.
Após reunião com a Reitoria do instituto, nesta manhã, os servidores do campus realizaram assembleia, na qual decidiram pela continuidade da suspensão das aulas. Assim, os professores e técnicos administrativos entram oficialmente em greve até que haja respostas concretas da administração do Instituto à pauta definida na assembleia, de quatro reivindicações: iluminação interna do campus, aumento no quantitativo de vigilantes, instalação de portão de isolamento e definição de prazo para o início e término da construção de um muro separando o campus da Cadeia Pública de Umirim.
O Povo Online

