Após ter sido chamado de “idiota” e “cretino” pelo vereador Carlos Mesquita (PMDB), João Alfredo (Psol) decidiu encaminhar denúncia contra o parlamentar ao Conselho de Ética da Câmara de Fortaleza. Além disso, também acionará a Justiça para que ela aprecie o caso, mesmo após o pedido de desculpas de Mesquita. As agressões verbais ocorreram na sessão da última quarta-feira, 14, quando os dois travaram um bate-boca por conta das críticas que Alfredo fez ao prefeito Roberto Cláudio (PSB), motivadas pela ação da Guarda Municipal na polêmica desocupação no Parque do Cocó. Na ocasião, o peemedebista ainda mandou o vereador do Psol “se lascar”.
O presidente da Câmara, Walter Cavalcante (PMDB), afirmou que, após reunião, a Mesa Diretora decidiu que os vereadores serão chamados ao diálogo para evitar que os debates saiam do campo político para o pessoal. Cavalcante destacou que os vereadores podem entrar com representação na corregedoria, caso se sintam atingido pelos termos utilizados, o que promete fazer Alfredo.
Segundo o vereador, já existe uma denúncia contra atitudes de Carlos Mesquita e acrescentará a ela o ocorrido na última semana. Ainda assim, ele não pretende tratar o assunto publicamente e disse que irá ignorar o peemedebista no debate na Câmara. “Eu não fiz nenhuma agressão, não usei, em nenhum momento, expressão de baixo calão ao prefeito. A crítica que faço é sobre questão política, não usei nenhuma das estratégias que ele usou contra mim”, disse Alfredo.
“Eu pedi desculpas no plenário, depois que acabou, mas não espero desculpas dele porque ele não aceita, ele não é um cara que assimilou a democracia. Já tivemos vários desentendimentos por ele não aceita que as pessoas pensem diferente dele”, disse Carlos Mesquita. Para o vereador, foi João Alfredo o responsável pela situação, após interromper a fala de Mesquita quando este pediu para que fossem retiradas dos anais da Casa palavras ditas contra o prefeito.
Mudança de postura
O vice-presidente da Câmara, José do Carmo (PSL), disse acreditar que, conhecendo os dois vereadores, essa não é uma postura que ambos tenham a intenção de manter e esse não é um caso que deva ser levado ao Conselho de Ética da Casa.
José do Carmo destacou que, se outros casos como esse acontecerem, o conselho tem de agir. Além disso, o vereador acredita que a revisão prevista para o regimento interno da Casa deve discutir o que fazer diante de posturas exaltadas dos parlamentares. Integrante do Conselho de Ética, Marcos Aurélio (PSC), pontuou que a instalação do conselho deve evitar que situações como as de Alfredo e Mesquita aconteçam, a partir de mediações e sanções. “Apesar de pedirem desculpas entre eles, fica feio para a Casa”, disse Aurélio.
O Povo

