CHORÓ: Funcionária de loja recebe salário da prefeitura sem prestar serviço

No portal do TCM, é possível constatar pagamentos referentes aos meses de janeiro a junho no valor da bagatela de R$ 7.000,00 reais (Foto: Revista Central)

O rastro da corrupção que assola o Brasil, atinge também a pequena Choró, município localizado na região Sertão Central cearense, um dos mais pobres do Estado, mas é comum a constatação nos sites de controle de fiscalização os altos salários pagos a pessoas influentes, muitas sem residências na cidade, mas também há muitas “laranjas”. O portal Revista Central por meio de uma denúncia apurou e constatou que uma pseuda está supostamente lotada dentro do gabinete do prefeito municipal de Choró e ao mesmo tempo trabalha como operadora de caixa de uma pequena loja.

Os moradores ficaram surpresos ao constatarem o nome de Gilmara Tomé da Silva, como prestadora de serviços nas atividades administrativas junto aos órgãos externos no Poder Judiciário, cuja responsabilidade é do gabinete do prefeito Antônio Mendes- Dê. A informação está abertamente no site do Tribunal de Contas dos Municípios (veja link).

A denúncia do caso na Prefeitura Municipal de Choró, liga a chefe de Gabinete, Maria Robervânia Pinheiro Lima, pois, conforme foi constatado, Gilmara, trabalha em uma loja de confecção “Menina Moleka”, pertencente à chefa de gabinete, que autorizou quatro pagamentos. O que chama mais a atenção é que tudo estava acontecendo dentro do gabinete do prefeito.

No portal da transparência do Tribunal de Contas dos Municípios, é possível constatar pagamentos referentes aos meses de janeiro, março e abril de 2013, no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) cada e R$ 1.000,00 (mil reais) em junho, totalizando a bagatela de R$ 7.000,00 (sete mil reais) a Gilmara Tomé da Silva.

Causou surpresa a grave denúncia dos pagamentos supostamente indevidos por quem não exerceu tais serviços por não possuir nenhum vínculo com a prefeitura. Durante semanas, ligamos para o gabinete em busca da suposta servidora, mas ninguém todos os atendentes foram taxativos e informaram que essa “moça” nunca fez parte daquela repartição pública.

A população aos poucos, vai entendendo a razão do município estar com ruas sujas, rede de esgoto desaguando para o único açude que abastece cidade e serviços básicos não oferecidos a contendo, gerando uma grande insatisfação.

Se a reportagem não localizou a suposta funcionária no gabinete, local que a mesma deveria está exercendo a sua função, Gilmara foi facilmente encontrada na boutique, à vontade e atendendo a sua clientela. Na foto a funcionária pública verifica o caderno de nota das vendas da lojinha.

Durante esta segunda-feira, 12, a redação do portal Revista Central manteve ligação para o prefeito Antônio Mendes, mas não foram atendidas e também não tiveram retorno.

Portal Revista Central

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