
Foto: Deivyson Teixeira/O POVO
Prejuízos físicos ao Presidente Vargas listados: ao todo, 300 cadeiras, dois corrimãos e um portão do almoxarifado foram destruídos por vândalos, após a derrota do Fortaleza para o Oeste, no último domingo. De acordo com o jornal O Povo, somente na perda dos assentos, o prejuízo é de pelo menos R$ 76 mil. O custo total do vandalismo deve ser divulgado na próxima segunda-feira. O Secretário de Esporte e Lazer de Fortaleza, Nildo Sobral, lamentou mais uma vez a depredação do estádio e prometeu retomar discussão sobre a presença de criminosos em jogos de futebol.
Do número total de cadeiras arrancadas, 292 foram por torcedores que estavam em áreas comumente reservadas a torcidas organizadas. Mesmo com a Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) proibida de entrar no PV, vândalos não deixaram de ocupar parte considerável das arquibancadas. Segundo o Juizado Especial, pessoas ligadas à organização, certamente, estiveram presentes no domingo.
Para Nildo Sobral, a determinação do Ministério Público não foi obedecida. “Infelizmente, a punição não foi vista no jogo de ontem. A torcida organizada precisa ser encarada como um problema sério. Com pessoas que têm postura de vândalos, é grave. Precisamos debater de forma mais ampla”, argumentou o titular.
O último jogo do Fortaleza pela Série C deste ano marcou mais uma tarde de prejuízo para o futebol cearense. Em 2012, partidas do Clássico-Rei contra o Ceará e o jogo entre o Tricolor e Paysandu também foram marcadas por cadeiras arrancadas e danos ao estádio Presidente Vargas. Somando as duas partidas do clássico, mais os dois jogos do Fortaleza pela Série C, foram 500 assentos danificados durante a temporada. O saldo negativo – levando-se em consideração o preço de R$ 255 por unidade – chega aos R$ 127,5 mil.

