MORADA NOVA: Grupo explode banco e foge com sacos de dinheiro

Estrutura do prédio da agência ficou abalada com a explosão do cofre. Grupo fugiu levando dois sacos de 50 quilos com dinheiro (FOTO: FÁBIO LIMA/O POVO)

Um estrondo durante a madrugada de ontem acordou os moradores da cidade de Morada Nova, a 161 quilômetros de Fortaleza. Uma quadrilha com aproximadamente 15 homens sitiou o município e explodiu o cofre da agência do Banco do Brasil local, abalando as estruturas do prédio. Segundo a Polícia Militar, o grupo utilizava armas de grosso calibre e fugiu levando dois sacos de 50 quilos cheios de dinheiro. A quantia levada não foi informada.

O ataque ocorreu por volta de 0h45min. Durante a ação, o segurança do estabelecimento foi feito refém, mas liberado poucos minutos depois, sem ferimentos, a 5 km da sede da cidade. Antes da fuga, a Polícia chegou a trocar tiros com os suspeitos. Ninguém foi preso.

Seis policiais ficaram abrigados em uma esquina próxima ao banco e foram impedidos de se aproximar pelos criminosos, que dispararam várias rajadas de fuzil. “Chegamos a revidar o ataque, mas não tinha como enfrentá-los. O armamento deles era muito pesado”, contou um soldado do Ronda do Quarteirão.

O ataque
Uma testemunha, que pediu para não ser identificada, contou que o grupo arrombou a porta da agência utilizando uma marreta e rendeu o segurança. Cerca de cinco minutos depois, os suspeitos deixaram o local correndo, levando o funcionário do banco e alertando para a explosão. Foi quando o cofre foi dinamitado.

“Tremeu tudo. A poeira cobriu as casas vizinhas. Eles começaram a atirar para cima, dizendo pra gente não sair de casa. Eles queriam que a gente ficasse com medo de ir olhar o que tinha acontecido”, relatou a testemunha. Enquanto parte do grupo recolhia o dinheiro no interior do prédio, o restante dava cobertura do lado de fora. “Eles atiravam pra cima e pediam pressa, para poderem sair antes dos homens (Polícia) chegarem. Só quem viu sabe como o negócio aqui foi sério”, diz.

Estrutura abalada
Pela manhã, o entorno da agência foi isolado em virtude da possibilidade de desabamento do prédio. O serviço de segurança do banco informou que um engenheiro estava avaliando o comprometimento da estrutura da construção. O resultado da avaliação, contudo, não foi divulgado.

A parede que ficava próxima ao local da detonação ruiu, deixando o interior da agência à mostra. Da calçada era possível notar o estrago causado pela ação. Dentro do banco, tudo estava fora do lugar. Cheques e documentos ficaram espalhados pelo chão, coberto de vidros e escombros. Segundo a PM, os explosivos foram depositados somente na porta do cofre. Os caixas eletrônicos não foram violados.

O Povo

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