Capital do gengibre resgata produção e busca novos mercados

Os imigrantes japoneses trouxeram a cultura do gengibre para Tapiraí (SP) no início do século XX. A raiz, originária da Ásia, possui ampla aplicação nas indústrias gastronômica, alimentícia e farmacêutica. O município de 8 mil habitantes, localizado na região de Sorocaba, ostentou no passado o título de “capital do gengibre”. Contudo, a produção local caiu nas últimas décadas devido a doenças, falhas de manejo, êxodo rural e falta de sucessão familiar.

Para reverter esse cenário, um grupo de agricultores locais fundou uma associação para aumentar a produção e a qualidade do gengibre em busca de novos mercados. O presidente da associação, Hélio Tiago de Oliveira, iniciou o trabalho com a cultura aos 13 anos como empregado de produtores japoneses. Ele retornou a Tapiraí há dez anos, após um período na capital paulista, e investiu no segmento.

Oliveira começou a atividade em uma área pequena de terra arrendada e expandiu a produção para 3,6 hectares, passando a atender à demanda da indústria local. A expectativa para esta safra indica uma colheita entre 5 mil e 8 mil caixas de 14 quilos.

“Precisamos melhorar o manejo, cuidar mais do solo, desenvolver variedades mais resistentes a doenças e aumentar a produtividade para tentar acessar também o mercado externo”, explica Oliveira.