Mais de R$ 115 bilhões. Esse é o valor envolvido nos seis maiores escândalos de corrupção liderados pelo Partido dos Trabalhadores (PT), como mostra reportagem publicada na Edição 334 da Revista Oeste. A cifra reúne propinas, desvios, prejuízos e outras irregularidades contabilizadas nos diferentes episódios.
A dimensão do dinheiro aparece com mais clareza quando transformada em obras públicas. De acordo com o levantamento, R$ 115 bilhões permitiriam construir cerca de 58 mil unidades básicas de saúde ou 10,5 mil escolas de tempo integral. O mesmo montante seria suficiente para financiar mais de uma década de investimentos em conservação e recuperação de rodovias, tomando como referência os recursos aplicados pelo Dnit em 2025.
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A história começa antes mesmo da chegada de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. O PT apareceu no caso Banestado e, já durante o primeiro governo Lula, enfrentou o Mensalão. O esquema de pagamentos a parlamentares da base governista levou a Ação Penal 470 e teve entre seus principais personagens José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e Marcos Valério. Perícias anexadas ao processo comprovaram o desvio de pelo menos R$ 100 milhões.
Outros casos ampliaram a conta. Investigações sobre fundos de pensão de estatais identificaram aportes bilionários e irregulares. A Operação Calicute expôs o esquema comandado por Sérgio Cabral no Rio de Janeiro. Depois veio a Lava Jato, que revelou um sistema de cartel, contratos superfaturados e pagamento de propinas na Petrobras. A estatal reconheceu perdas de mais de R$ 6 bilhões relacionadas à corrupção, enquanto peritos da Polícia Federal estimaram que os prejuízos provocados pelo esquema poderiam ultrapassar R$ 40 bilhões.
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Do Mensalão ao INSS e ao Banco Master
Duas décadas depois do Mensalão, novos casos voltaram a atingir o entorno político do governo Lula. A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025 pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, revelou cobranças associativas não autorizadas sobre benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Entre 2019 e 2025, os descontos somaram mais de R$ 6 bilhões.
As investigações alcançaram personagens próximos à família presidencial. Frei Chico, irmão de Lula, é vice-presidente do Sindnapi, uma das entidades investigadas. Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também entrou no radar da PF depois da descoberta de pagamentos feitos por empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, à consultoria de Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente. Lulinha nega ter recebido dinheiro ou negociado com os investigados.
Outro capítulo é o Banco Master. A instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025 e, segundo a reportagem, deixou um rombo estimado em mais de R$ 40 bilhões para o Fundo Garantidor de Créditos. As investigações também alcançaram operações que envolvem o Banco de Brasília e relações mantidas por Vorcaro com personagens influentes da política nacional.
Os nomes dos escândalos mudaram. Os valores cresceram. Alguns personagens saíram de cena e outros apareceram. A reportagem especial da Revista Oeste reconstrói essa trajetória, apresenta os números de cada caso e mostra quanto do dinheiro envolvido conseguiu retornar aos cofres públicos.
Quais são os seis maiores escândalos? Como funcionavam os esquemas? Quanto dinheiro foi perdido? Quanto foi recuperado? A reportagem completa está na nova edição da Revista Oeste. Assine e tenha acesso à íntegra.
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