O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela em junho passou de 6.000, segundo um balanço divulgado pela ditadura venezuelana nesta segunda-feira (3).
Ao menos 6.125 pessoas morreram nos letais tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, que atingiram o norte do país, especialmente La Guaira, estado vizinho à capital, Caracas. O novo boletim foi divulgado pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, irmão da líder interina do país, Delcy Rodríguez.
O balanço anterior, divulgado em 24 de julho, apontava 5.546 mortos. Segundo o governador de La Guaira, José Alejandro Terán, cerca de 1.400 pessoas continuam desaparecidas. O desastre já é considerado um dos piores terremotos ocorridos na América Latina.
Como mostrou a Folha, famílias seguem buscando seus entes desaparecidos e relatam ausência do Estado e troca de cadáveres.
Além dos prédios que desabaram, outros 6.433 edifícios foram classificados pelas autoridades como de alto risco para ocupação, enquanto 9.866 receberam a classificação de moradias com uso restrito.
Com isso, muitos moradores foram encaminhados para abrigos temporários ou passaram a viver com parentes e amigos. Quase 24 mil pessoas vivem hoje em acampamentos em Caracas e em La Guaira.
Na sexta-feira (31), o Parlamento aprovou uma lei de locações para ampliar a oferta de imóveis para aluguel e atender parte das milhares de pessoas que perderam suas casas após os terremotos.
O diálogo entre o governo interino de Delcy e um grupo de opositores ao regime apoiados por Washington, que estava inicialmente previsto para começar no sábado (1º), foi adiado para esta semana.
As conversas podem ter como resultado um calendário eleitoral que gere um pleito na Venezuela.

