O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou em entrevista coletiva que o povo cubano deseja um futuro melhor e liberdade, mas enfrenta um regime incapaz de promover mudanças econômicas. A entrevista foi divulgada no perfil do Departamento de Estado nesta quinta-feira, 23. Rubio destacou que o governo cubano tenta melhorar a economia sem abrir mão do controle político, temendo que avanços econômicos fortaleçam a sociedade.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou durante uma entrevista coletiva que o povo cubano quer um futuro melhor. Acrescentou que Cuba deseja ser livre, mas enfrenta um regime incapaz de promover as mudanças necessárias para recuperar a economia e romper com décadas de dependência externa. A entrevista foi publicada no perfil do Departamento de Estado norte-americano no X, nesta quinta-feira, 23.
Segundo Rubio, o principal dilema enfrentado pelo governo cubano nos últimos 15 anos é a tentativa de melhorar a economia sem abrir mão do controle político sobre a população. Para o secretário, o regime teme que qualquer avanço econômico significativo fortaleça a sociedade e, consequentemente, reduza o domínio político exercido pelo Estado.
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Marco Rubio: “Queremos que Cuba seja próspera”
“Queremos que Cuba seja próspera. Queremos que Cuba seja livre”, afirmou Rubio, ao explicar a disposição dos Estados Unidos de influenciar os rumos da ilha, localizada a cerca de 145 km da costa norte-americana. Na avaliação do secretário, os dirigentes cubanos não compreendem conceitos econômicos básicos e, em alguns casos, são incompetentes.
O republicano acrescentou que os atuais governantes permanecem tão presos a uma ideologia fracassada que preferem destruir o país a abandoná-la. Rubio, porém, afirmou acreditar que esse último grupo é hoje menor do que foi no passado. Destacou que o regime cubano sobreviveu durante décadas graças ao apoio financeiro de patrocinadores estrangeiros.
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Rubio refere-se primeiramente à extinta União Soviética e, posteriormente, ao governo de Hugo Chávez, na Venezuela. Pela primeira vez, segundo ele, Cuba não conta com um aliado disposto a financiar gratuitamente sua estrutura política e econômica.
“Tudo o que fizeram durante todos esses anos foi viver às custas desses países”, afirmou. Para Rubio, a população cubana não deveria continuar submetida a esse modelo. “O povo de Cuba merece algo melhor do que isso”.
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