
Pouco mais de um ano após a morte do morador de rua Cristóvão Miranda, de 60 anos, a Polícia Civil realizou, nessa quarta-feira (8), a reconstituição do crime ocorrido na região da Pampulha, em Belo Horizonte. A reprodução simulada busca esclarecer a dinâmica dos fatos e faz parte das investigações sobre o caso, que teve grande repercussão à época.
O crime aconteceu na noite de 22 de fevereiro de 2025. De acordo com o boletim de ocorrência, um policial civil do Rio de Janeiro, que estava de férias em Belo Horizonte visitando familiares, havia saído de um restaurante no bairro Itapoã acompanhado da esposa, dos avós e de um primo quando foi abordado por Cristóvão.
O agente afirmou à polícia que o homem passou a xingá-lo e ameaçá-lo de morte. Segundo o relato, ele pediu que Cristóvão se afastasse, mas o morador de rua teria avançado em sua direção com as mãos por baixo da camisa. Diante da situação, o policial sacou a arma e efetuou disparos. Cristóvão morreu no local.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento dos tiros e ajudaram a embasar a investigação. Ao final do inquérito, a Polícia Civil concluiu que o agente agiu em legítima defesa e, por isso, ele não foi indiciado.
A conclusão, no entanto, foi contestada por moradores da região. Vizinhos afirmaram que Cristóvão era conhecido na Pampulha, tinha comportamento pacífico e não costumava causar problemas. Após o crime, moradores organizaram um protesto para cobrar rigor nas investigações e questionar a versão apresentada pelo policial.
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