Funeral de aiatolá vira palanque com ameaças de morte a Trump

Neste domingo, 5, a cúpula do regime teocrático do Irã participou das cerimônias fúnebres do ex-líder supremo Aiatolá Ali Khamenei em Teerã, onde centenas de milhares de pessoas exigiram a morte do presidente americano Donald Trump e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O novo líder supremo, Aiatolá Mojtaba Khamenei, não compareceu ao sepultamento devido a ferimentos graves sofridos em um ataque aéreo.

A cúpula da ditadura do Irã reapareceu em público neste domingo, 5, durante as cerimônias fúnebres do ex-líder supremo Aiatolá Ali Khamenei, em Teerã. Centenas de milhares de pessoas lotaram a Grande Mesquita de Mosalla em um ato marcado por ameaças explícitas de morte ao presidente norte-americano Donald Trump e ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Cartazes e pichações espalhados pelo local exigiam o assassinato das duas lideranças ocidentais.

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A manifestação escancarou o clima de revanche logo que o mestre de cerimônias do funeral, Mohammad Rasouli, usou os alto-falantes para incitar a multidão. O porta-voz do regime questionou o motivo de o presidente dos Estados Unidos continuar vivo e cobrou a execução de Trump como resposta direta ao conflito. O público respondeu aos discursos inflamados ecoando gritos tradicionais de morte à América e morte a Israel.

Ataque aéreo desfigurou o novo líder supremo do Irã

O novo ditador do país, Aiatolá Mojtaba Khamenei, faltou ao sepultamento do pai e continua escondido em um local secreto. Informações de pessoas ligadas à inteligência dos EUA revelam que o herdeiro político sofreu ferimentos graves nas pernas e ficou com o rosto desfigurado no mesmo bombardeio que matou o patriarca da família, em 28 de fevereiro. Israel mantém o novo chefe de Estado na lista de alvos prioritários de eliminação.

A ausência do novo líder coincide com o avanço de negociações reservadas com a Casa Branca para dar um fim permanente à guerra e liberar o tráfego de navios petroleiros no Estreito de Ormuz. Três irmãos de Mojtaba (Masoud, Meysam e Mostafa) compareceram à cerimônia religiosa conduzida pelo clérigo Jafar Sobhani, de 97 anos. O presidente Masoud Pezeshkian e o chefe da Força Quds, Esmail Qaani, também integraram a comitiva oficial.

Trump exalta poderio militar norte-americano no aniversário dos EUA

A reaparição coletiva das autoridades iranianas sinaliza uma tentativa de demonstrar segurança institucional depois de meses de isolamento. O grupo temia novos bombardeios cirúrgicos de Israel, que usou aglomerações públicas anteriores para rastrear a geolocalização e guiar mísseis contra generais da Guarda Revolucionária. O chefe da corporação, Ahmad Vahidi, acompanhou as orações cercado por agentes disfarçados.

Do outro lado do mundo, em Washington, Donald Trump discursou nas comemorações dos 250 anos de independência dos Estados Unidos exatamente no mesmo horário do funeral em Teerã. O presidente norte-americano ignorou as intimidações do regime persa e exaltou a eficiência das Forças Armadas no exterior. O republicano declarou que o exército dos Estados Unidos obteve sucesso total ao aniquilar as defesas militares do Irã e da Venezuela.

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